Em cruzeiro sul, gêneros alimentícios da merende escolar estadual serão comprados direto do produtor.
A aquisição de produtos regionais por parte do governo para a merenda escolar já acontecia no estado, mas dessa vez a novidade é que os produtos serão comprados direto dos agricultores sem a mediação de cooperativas ou associações.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE – determina que 30% do valor destinado à compra de merenda escolar sejam gastos com a aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar. Na semana passada foi aberta uma chamada pública para a inscrição dos agricultores.
Os produtores rurais precisam fazer suas inscrições até o dia 29 de março. Todo o processo está sendo acompanhado pelo ministério público. O promotor de justiça Leonardo Honorato foi um dos idealizadores da modalidade e chama a atenção dos agricultores para não perderem o prazo. “Eles tem ainda cerca de 7 dias. Precisam comparecer com a documentação de identificação como RG, CPF, CNH e DAF, e se já estiver a conta bancária é importante levar também.”
Ruth Bernardino, coordenadora do Núcleo de Educação em Cruzeiro do Sul, disse que a intenção é atender o maior número de famílias possível. “As inscrições iniciaram na segunda-feira e se estendem até o dia 29. Os agricultores interessados precisam comparecer na SEPA com a documentação exigida. Não temos limite e nem disputa por menor preço”, disse.
A novidade agradou aos produtores que já começaram a procurar a sede da SEPA em Cruzeiro do Sul. O agricultor Raimundo Nonato dos Santos veio em busca de informações e já sabe o que vai fornecer as escolas. “Vou entregar limão, melancia, macaxeira, mamão melancia. Vai nos ajudar bastante em levar o sustenta par a nossa família. Estou muito feliz”, falou Nonato.
Para não terem o trabalho de trazer os produtos á cidade, os agricultores poderão entregar os alimentos na escola mais próxima de casa evitando as perdas.
Seu Adalgiso Vieira, de 70 anos, já está apto a vender os produtos. Ele saiu da secretaria de produção sabendo o valor que vai ganhar. Serão 10 meses fornecendo gêneros alimentícios, faturando cerca de 26 mil reais. “É muito bom mesmo. Estou feliz. Isso vai aumentar a minha renda em mais de 100%. Espero que dê cerco e que permaneça por muito tempo. Eu já produzo muita coisa para. No próximo mês já começo a entregar”, enfatizou seu Adalgiso.
Ruth Bernardino esclareceu ainda que a chamada pública não é sorteio ou escolha de menor preço. O valor pago será o de mercado, já que foi feito uma pesquisa na feira agrícola de Cruzeiro do Sul.
Para ser um fornecedor basta apenas apresentar a documentação exigida.