VÍDEO: Bombeiros seguem com buscar por soldado do Exército e enfrentam dificuldades no mergulho
O Corpo de Bombeiros segue pelo segundo dia nas buscas pelo soldado do Exército Fábio Rodrigo dos Santos Benjamin e enfrenta dificuldade devido à correnteza provocada pela elevação do rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre.
Benjamin desapareceu após a embarcação em que estava afundar no Rio Amônia na madrugada desse domingo (3). Ele foi levado pela correnteza. Além dele, outros dois militares e o condutor também estavam no barco, mas conseguiram nadar até uma embarcação que tinha próximo ao local.
“Já tínhamos deslocado uma equipe para Marechal com quatro mergulhadores, no sábado [2], para fazer buscas de uma embarcação que tinha naufragado e, no domingo [3], teve esse acidente com o militar e eles direcionaram as buscas por ele. Enviei mais um mergulhador para coordenar e reforçar para que eles consigam fazer as duas buscas ao mesmo tempo”, explicou o comandante do Bombeiros, Josadac Cavalcante.
O comandante explicou que a dificuldade para fazer as buscas é devido a forte chuva que atingiu a região no final de semana e elevou o nível do rio e fez com que a correnteza ficasse mais forte.
“Ali em Thaumaturgo o rio sobre muito rápido e, como o acidente foi mesmo na foz do Amônia com o Juruá, é uma região de muita correnteza, águas muito turbulentas e a dificuldade de mergulho é muito grande e como o rio estava correndo muito, ontem eles tiveram muita dificuldade devido a correnteza”, pontuou.
Cavalcante disse que para o mergulho ocorrer de forma segura é preciso que o mergulhador consiga se mover dentro do rio com o equipamento que pesa entre 30kg a 40kg e ter controle dos movimentos.
“Então, ontem foram várias tentativas de se manter no fundo do rio, mas não conseguiram. Hoje, o rio baixou mais e eles estão tentando executar os mergulhos. O problema é o controle do deslocamento e se não tiver o controle, não posso mergulhar porque de repente ele pode se tocar com uma galhada e acontecer um acidente, ficar inconsciente, então o protocolo é que se o mergulhador chega ao fundo do rio e consegue ficar parado e se deslocar só quando quiser é possível fazer o trabalho”, pontuou.
g1