Início / Versão completa
Acre

Com 107 casos de hanseníase diagnosticados em 2021, saúde oferece capacitação para a descentralização do diagnóstico da doença em Cruzeiro do Sul

Por Agência Xadrez 20/06/2022 21:28
Publicidade

Atualmente, no Acre, apenas dois pontos são referência no diagnóstico e tratamento da hanseníase, um na capital Rio Branco e outro em Cruzeiro do Sul. A intensão da secretaria estadual de saúde é aumentar os pontos de atendimentos.

Publicidade

A descentralização do diagnóstico da hanseníase consiste na capacitação dos profissionais das Unidades Básicas de Saúde para a identificação e acompanhamento dos pacientes com a doença. Recleide Darube, responsável pela área técnica de hanseníase da vigilância epidemiológica do Acre, disse que a partir de agora Cruzeiro do Sul contará com mais três pontos de atendimento.

“Esse é um projeto do Ministério da Saúde em parceria com o governo do estado do Acre que tem o objetivo de descentralizar o atendimento aos pacientes com hanseníase, então para isso, estamos capacitando os profissionais de saúde”, disse Recleide.

Médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários de saúde participam da capacitação. A oficina dar aos profissionais da saúde instrumentos teóricos e práticos de como prosseguir o diagnóstico e tratamento da hanseníase. “No município de Cruzeiro do Sul definiram que três unidade básicas de saúde ficarão responsáveis pelo atendimento dos pacientes, então é a unidade de saúde Adalberto Sena, Posto do Narí do Moa, e posto da Santa Luzia”, explicou Recleide Darube.

Publicidade

A realização da capacitação é uma importante ferramenta para o fortalecimento das ações de vigilância e atenção da hanseníase. Em 2021, o Acre diagnosticou 107 novos casos. A doença já mutilou milhares de acreanos, hoje com o tratamento o paciente estará curado em no máximo 12 meses.

O período de encubação da doença pode durar até 5 anos. Ela se apresenta em forma Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas e dormência em algumas regiões do corpo. Seu Paulo Martins que trabalha na área há mais de 50 anos, disse que muitas pessoas deixam de procurar o especialista por medo de ser diagnosticado com adoeça.

“Alguns chegam lá com muito medo. A hanseníase já deixou muita gente sequelada no Acre, mas hoje são precisa mais ter medo. Tem cura e o tratamento é todo gratuito bancado pelo ministério da saúde”, enfatizou Paulo Martins da Silva, responsável pelo serviço de hanseníase no Juruá.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.