Curso de derivados do Cupuaçu e Cacau é promovido por CEPLAC e outros órgãos em Cruzeiro do Sul
Bastante tradicional no Nordeste o cacau está expandindo sua comercialização para a Amazônia, diante desse cenário a Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (CEPLAC) por meio do IDAF, IDAF, SEPA e SENAR em Cruzeiro do Sul trouxeram para o município o primeiro curso de plantio e manuseio do cacau e também do cupuaçu. O curso começou hoje.
De acordo com José Janilson, um dos instrutores do curso e servidor da CEPLAC as vantagens da cultura são muitas.
Do ponto de vista do produtor rural, a oportunidade é que o cacau vem em casamento com outra cultura.
“Antes de chegarmos em Cruzeiro do Sul foi feito todo um estudo por meio dos nossos pesquisadores a respeito da moniliase, uma doença que atinge as folhas e os frutos do cacau, nesse contexto também inserimos o cupuaçu que é bastante abundante na região de Cruzeiro do Sul. Em parceria com órgãos locais como o IDAF estamos promovendo esse curso”, salientou.
Maísa Bravin, engenheira agrônoma do IDAF, fala da importância da erradicação da moniliase nas plantações de cacau.
“A erradicação da moniliase é de suma importância para que o comércio do cacau prospere em regiões amazônicas. Não estamos medindo esforços para que toda essa situação seja sanada”.
De acordo com Marcos Pereira da SEPA os melhores técnicos do Brasil estão em Cruzeiro do Sul.
“Trouxemos para cá os dois melhores técnicos do Brasil para que esse curso seja realizado com maestria. Só cacau e do cupuaçu vários alimentos, como doces podem ser produzidos gerando emprego e renda para o Brasil. O cultivo de cacau não é tão simples. Isso porque ele exige alguns cuidados específicos para garantir a produtividade e a qualidade do produto final”.
Maria Reginete é vendedora de produtos advindos do cupuaçu e garantiu que o curso vai ajudar bastante no seu trabalho e na produção.
“É do cupuaçu que tiro o meu sustento. Sem dúvidas vai me ajudar bastante”.
O produto cacau também apresenta vantagens econômicas. Entre elas, o fato de que o cacau é uma commodity, com preço estabelecido em bolsa de valores e liquidez na venda, como soja, milho e boi. Os compradores são vários e a demanda é ampla. A geração de renda na região produtora é favorecida, sobretudo ante a possibilidade de fornecimento para negócios e indústrias locais.
Redação Juruá24HORAS