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Acre

MPF pede que PF investigue acreanos envolvidos em atos antidemocráticos no estado e em Brasília

Por Agência Xadrez 17/01/2023 07:37
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O Ministério Público Federal (MPF-AC) requisitou que a Polícia Federal no Acre instaure um inquérito policial para investigar os acreano envolvidos nos atos antidemocráticos no estado e também em Brasília (DF), no último dia 8. O órgão pede que essas pessoas, físicas e jurídicas, sejam identificadas e responsabilizadas.

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No Acre, houve bloqueios nas BRs 317 e 364, interior do estado, de manifestantes contrários aos resultados das urnas eletrônicas. Contudo, o estado foi atingido também pelos bloqueios nas rodovias de Rondônia (RO).

Na capital Rio Branco, bolsonaristas montaram um acampamento ilegal em frente ao Comando de Fronteira Acre, o 4° Batalhão de Infantaria de Selva (4º Bis), e pediram intervenção militar. No último dia 9, o acampamento foi desmontado por equipes das polícias Militar e Civil (PM-AC) e Forças Armadas em cumprimento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Um grupo de nove pessoas foi levado em um ônibus da PM-AC para a Delegacia da Polícia Federal da capital acreana. Foram seis homens e três mulheres foram levados para a PF. Porém, oito seguiram detidos.

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Entre eles está o subtenente da reserva do Exército Brasileiro Amilcar Melo de Araújo, conhecido no Acre como sósia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os demais presos são: Moema Anute de Lima Carioca, Edson Fernandes Souza da Silva, Eder Jhonçon Rodrigues da Silva Taveira, Silas Januário Lima, Alan Fonseca de Oliveira Lima e Ivanete Vitalli.

Requisição

Na requisição, o MPF-AC diz que as pessoas envolvidas nesses atos devem, em tese, responder por incitação ao crime, apologia ao crime, associação criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

“Há indícios da existência de agentes locais (empresas, empresários e pessoas) que têm participado, instigado e até financiado os referidos atos, inclusive aqueles ocorridos em Brasília”, diz parte do comunicado do MPF-AC.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Federal e aguarda retorno.

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