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Acre

Bebê indígena resgatado por Ciopaer e Samu em aldeia no AC em meio a mau tempo morre

Por Agência Xadrez 20/02/2023 21:14
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Um bebê de um mês, resgatado por equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na Aldeia Alves Rodrigues, morreu na madrugada desta segunda-feira (20) no Pronto-Socorro de Rio Branco. A aldeia fica próxima a Assis Brasil, no interior do Acre, e o resgate foi no domingo (19).

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A informação foi confirmada pela gerente geral do Sistema Assistencial à Saúde da Mulher e da Criança (Sasmc), Carina Hechenberger.

“O lactante de 1 mês e 21 dias de nascido foi admitido no Huerb em estado crítico (gravíssimo) e, apesar dos cuidados prestados pelo resgate, transporte e atendimento especializado no Huerb (porta de entrada para urgência e emergência) foi a óbito na madrugada de hoje. A equipe do serviço social está articulando os trâmites do velório junto à Casai”, informou a gerente.

Os agentes haviam sido acionados para atender um caso, e, após iniciarem procedimentos, receberam outra criança, também de 1 mês, trazida por familiares de uma aldeia próxima que ficaram sabendo da presença da equipe.

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A segunda criança foi transportada do interior à capital em uma ambulância e segue estável no Pronto-Socorro, regulado para o Hospital da Criança. O transporte deve ocorrer ainda nesta segunda.

Resgate

 

A equipe chegou ao local no último sábado (18), e a médica pediatra Wanda Andrade, que participou da operação, explica que todo o procedimento foi feito para entubar um bebê que apresentava um grave quadro respiratório.

Quando decidiram embarcar de volta a Rio Branco, foram surpreendidos por uma forte chuva e precisaram adiar o retorno para o domingo, o que deixou a situação ainda mais complicada por conta da disponibilidade de recursos.

“Então, eu tive que decidir o que eu ia fazer com a criança, ela já estava precisando de muito oxigênio, a nossa autonomia era de 6 a 7 horas. A gente leva extra, geralmente uma ocorrência dessa dura 2 horas, e 1h20 de voo de volta, então eu reverti tudo que eu tinha feito”, relata.

A médica ressalta ainda que com o surgimento de uma segunda criança para ser atendida, o atendimento ficou ainda mais delicado. A criança que estava em estado menos grave recebeu suporte de oxigênio e foi levada até Assis Brasil, onde foi entubada e preparada para o deslocamento por via terrestre, enquanto a primeira permaneceu com a equipe que seria transportada de helicóptero.

“A outra família ficou sabendo que a gente estava lá, de outra aldeia, eles passam informação no rádio, quando souberam que tinha médico lá foram de barco até lá. Eu avaliei a criança, ela também estava com quadro respiratório, menos grave que a primeira, então pela manhã precisávamos fazer o resgate dessas duas crianças, muito arriscado o transporte, lá em cima o ar fica rarefeito, inclusive com risco de parada cardíaca”, destacou.

O coronel Carlos Negreiros, piloto da aeronave utilizada no resgate, relata que a equipe saiu da capital às 8h30 de sábado, ainda com tempo bom. A chuva começou pouco tempo antes do desembarque, e quando parou, ainda realizaram duas tentativas, mas também chovia em Assis Brasil, onde precisariam buscar apoio no atendimento às crianças. Quando as condições do tempo voltaram a serem favoráveis, a equipe conseguiu embarcar.

“Seguimos para Rio Branco, pousamos no heliponto do pronto socorro. Foi uma situação complicada devido à gravidade da criança, mas conseguimos”, conta.
G1
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