Início / Versão completa
Notícias

Ex-integrante de facção foi jurado de morte e revelou plano de ataque contra Moro a Ministério Público

Por Agência Xadrez 24/03/2023 06:47
Publicidade

As autoridades tomaram conhecimento do plano de atentado contra Sergio Moro após um ex-participante do Primeiro Comando da Capital (PCC) entrar em contato com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo em busca de proteção. O ex-faccionado havia sido jurado de morte por membros da organização, de acordo com documentos da Justiça Federal, “Da leitura do documento, depreende-se que a testemunha protegida narrou, em síntese, que era um ex-faccionado do Primeiro Comando da Capital – PCC e que havia pedido para entrar em contato com o GAECO pois estava jurado de morte, sabendo que pessoa com a alcunha “NF”, que pertence à citada facção, estaria incumbido de tirar sua vida. “NF” seria o chefe da “restrita”, setor dentro do PCC responsável por matar ex-faccionados e também por cometer atos criminosos contra autoridades e agentes públicos”, esclarece a investigação realizada pela Polícia Federal.

Publicidade

O setor da “restrita” seria responsável por matar líderes e faccionados importantes, bem como por cometer atentados contra autoridades, de acordo com o relato da testemunha. Caso se tratasse de um faccionado qualquer, não haveria atuação da “restrita”, mas sim do “tribunal do crime”. “Confirmou, ainda, que o setor da ‘restrita’, chefiado por Janeferson, é responsável por coordenar atos não somente no estado de São Paulo, mas no Brasil inteiro”, aponta o documento. Relatórios de inteligência produzidos pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo e a PF apontam que plano da facção criminosa – com o possível sequestro do ex-juiz – previa usar Sergio Moro como moeda de troca para a libertação de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.  O objetivo, segundo investigadores, seria usar o senador e familiares como moeda de troca — a organização criminosa já teve ao menos três planos de fuga desbaratados pela polícia nos últimos dois anos. O sequestro de autoridades para fins de libertação de lideranças criminosas foi uma prática muito usada pela guerrilha colombiana Farc, parceira de facções brasileiras no tráfico de drogas e armas.

As ameaças contra Moro e outras autoridades foram investigadas pela Polícia Federal e basearam a Operação Sequaz, realizada na quarta, 22, que terminou com a prisão de 12 pessoas. Inquérito da corporação aponta que o plano para sequestro do ex-juiz foi financiado por tráfico internacional de drogas. A investigação afirma que o material mostra que “se a prestação de conta não for enviada no tempo certo, a financeira da Bolívia que vai cobrar eles, ou seja, o dinheiro que é recebido pelos investigados vem, naturalmente, do tráfico de drogas”, escreveram os investigadores.

Por Jovem Pan
Redação Juruá24HORAS

Publicidade
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.