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Acre

Moradores de rua invadem cemitério em Cruzeiro do Sul e utilizam jazigos como moradia

Por Agência Xadrez 28/06/2023 15:45
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Em uma realidade preocupante, moradores de rua em Cruzeiro do Sul encontraram no cemitério São João Batista, localizado no centro da cidade, um improvável abrigo para chamar de lar. Pelo menos três homens transformaram os jazigos e túmulos em uma moradia improvisada, gerando surpresa e indignação na comunidade local.

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“Olha aqui está insuportável, você tem até medo de vir visitar. Alguns moradores de rua que estão vi vendo por aqui, levam tudo. Você não pode trazer nenhum enfeite para o túmulo que eles levam tudo. Pode olhar nos túmulos que todos estão sem lápide. Eles arrancam tudo para vender”, contou um visitante que não quis se identificar.

Um dos moradores de rua que escolheu o cemitério como residência é José Nicolau Félix, de 55 anos, que há quase 10 meses vive entre as sepulturas. Em relato, José compartilha sua trajetória de vida, tendo sido caminhoneiro, cobrador de ônibus e vendedor de farinha. No entanto, seu envolvimento com drogas o levou a sair de casa por força de uma medida protetiva.

“Eu já tive uma vida melhor, já tive trabalho, mas as coisas foram se complicando. Hoje, me encontro nessa situação, morando aqui no cemitério”, desabafa José Nicolau Félix, representando a voz dos moradores de rua que buscam refúgio entre os túmulos.

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A presença de moradores de rua nas ruas de Cruzeiro do Sul é um problema que atinge dezenas de pessoas atualmente. Elieso Herculano, coordenador do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), afirma que o órgão vem trabalhando arduamente e implementando políticas públicas para atender essa população vulnerável.

“Nós estamos cientes da situação delicada dos moradores de rua em nossa cidade e temos buscado medidas e soluções para acolhê-los. Nosso objetivo é garantir assistência e amparo adequados para essas pessoas, oferecendo condições para que possam sair dessa realidade e reconstruir suas vidas”, destaca Elieso Herculano, demonstrando o compromisso do CREAS com o enfrentamento dessa problemática social.

A ocupação do cemitério como moradia por moradores de rua evidencia a urgência de ações concretas por parte das autoridades e da sociedade civil para lidar com a questão da falta de moradia e da vulnerabilidade social. É fundamental que sejam criadas alternativas e políticas efetivas para amparar e reintegrar esses indivíduos à sociedade, proporcionando-lhes oportunidades de recuperação e resgate de suas dignidades.

jurua24horas

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