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Acre

Criança de 5 anos é agredida pelos pais em Cruzeiro do Sul

Por Agência Xadrez 11/07/2023 12:50
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O Conselho Tutelar da cidade de Cruzeiro do Sul recebeu, na última quinta-feira, uma denúncia anônima que relatava um caso chocante de agressão contra uma criança de apenas 5 anos. A situação foi imediatamente comunicada à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEMPCA), que iniciou uma investigação minuciosa do ocorrido.

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Segundo informações obtidas, a criança chegou à escola visivelmente abalada, chorando e apresentando vários hematomas pelo corpo, incluindo braços, rosto e região da orelha. A professora foi surpreendida quando o próprio pai da menina justificou as marcas, afirmando que ela estava demorando demais para tomar o café da manhã e que ele decidiu “dar uma lição”, agredindo-a com um cinto.

As evidências indicam que a fivela do cinto atingiu a orelha da criança, deixando marcas de cor roxa em seu corpo. O pai alega que a agressão tinha apenas o objetivo de discipliná-la. No ambiente escolar, o pai demonstrou arrependimento e confessou ter exagerado na punição. A mãe, por sua vez, não reportou qualquer situação de violência.

De acordo com o delegado Renan Santana, responsável pelo caso na Polícia Civil, “em nenhum momento os pais pensaram em acordar mais cedo ou adotar outras medidas para evitar atrasos pela manhã”. A criança foi ouvida por uma psicóloga da delegacia, e relatou que naquela manhã o café da manhã consistia apenas de pão, o que a fez demorar a comer. Ela também revelou que quando o café é composto por banana, consegue comer mais rapidamente. A criança ainda afirmou que todos os dias precisa comer o café da manhã rapidamente para evitar punições.

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Ao analisar o comportamento da criança, foi constatado que ela apresenta um quadro de retraimento e medo. A mãe demonstra um comportamento passivo, enquanto o pai admitiu que a menina é agredida pelo menos uma vez por semana.

Durante o ato de violência, foi relatado que o pai, antes de agredir a criança, proferiu ameaças segurando o cinto. Ameaças, pressões e “surras” faziam parte da rotina dessa menina.

Diante do estado emocional da vítima, a Justiça agiu com urgência e encaminhou o caso ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Foi determinado que uma medida protetiva baseada na lei de garantia da integridade física da vítima seja aplicada, proporcionando acompanhamento nutricional e psicológico com frequência.

A mãe será responsabilizada judicialmente por omissão, enquanto o pai responderá pelos crimes de constrangimento e agressão física contra a criança. Importante ressaltar que ambos são servidores públicos.

Essa triste e chocante situação serve como alerta para a importância da proteção e bem-estar das crianças, e reforça a necessidade de uma atuação efetiva dos órgãos competentes na identificação e combate à violência doméstica.

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