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Acre

Embrapa Acre recebe R$ 538 mil para desenvolver novo método de descontaminação da castanha-da-amazônia

Por Agência Xadrez 25/09/2023 17:28
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 A Embrapa Acre recebeu recursos no montante de R$ 538 mil para desenvolver um novo método de descontaminação da castanha-da-amazônia de fungos produtores de aflatoxinas, substância de efeito cancerígeno. O investimento é proveniente da Lei de Informática da Amazônia, coordenado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

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O projeto, denominado Aflafree, irá testar e validar a utilização da tecnologia UV-C modulada para descontaminar a castanha-da-amazônia. A radiação UV-C é usada para desinfecção e ação germicida, eliminando quase todos os tipos de microrganismos como vírus, bactérias e alérgenos. Esse tipo de luz atua para quebrar as moléculas de DNA dos organismos vivos, contribuindo com sua eliminação.

A castanha-da-amazônia é a principal fonte de renda para as famílias que sobrevivem do extrativismo no Acre. Entre as limitações comerciais do produto está a contaminação por aflatoxinas, que pode ocorrer ainda na floresta, em decorrência de práticas inadequadas de manejo.

“A castanha é o produto mais importante da bioeconomia do Acre. Aumentar sua participação no mercado internacional significa benefícios em toda a cadeia, desde a indústria extrativista até a comercialização dos produtos. Este é um exemplo de sinergia entre o setor produtivo e a pesquisa, apoiada pela Suframa”, afirma Cléisa Brasil, pesquisadora da Embrapa Acre e líder do projeto.

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A Suframa, por meio da Lei de Informática, está certificando investimentos em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no Acre, com o objetivo de impulsionar o crescimento econômico e a geração de empregos na região.

Fortalecimento de parcerias

Durante a Jornada de Integração e Interiorização do Desenvolvimento, evento realizado em parceria com o governo do Estado no auditório da Federação da Indústria do Acre (Fieac), entre os dias 13 e 15 de setembro, a Suframa buscou estreitar laços com representantes do poder público e da sociedade civil acreana para fomentar parcerias e iniciativas conjuntas.

A visita da Suframa à sede da Embrapa Acre, em Rio Branco, resultou em importantes colaborações. A comitiva conheceu os laboratórios e o portfólio de tecnologias da Empresa, com destaque para o projeto Geoflora, que utiliza geotecnologias, como o Lidar e drones, e emprega algoritmos de inteligência artificial e aprendizado profundo para melhorar o manejo de florestas tropicais.

“Pesquisas inovadoras desenvolvidas por entidades sérias como a Embrapa devem ser uma opção conhecida para organizações interessadas em investir em projetos com potencial de impacto positivo”, ressaltou Bosco Saraiva, superintendente da Suframa.

jurua24horas

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