A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das ONGs, presidida pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), adiou a leitura do relatório final para o dia 19 de dezembro, véspera do início do recesso parlamentar no Congresso – a partir de 23 de dezembro. O prazo final estabelecido no requerimento de instalação da comissão era o dia 23 de outubro. A extensão do prazo teve apoio de 41 senadores.
Plínio Valério informou que a decisão de prorrogar a comissão é para aprofundar as investigações. A CPI investiga a atuação de ONGs na Amazônia. Segundo o senador, as organizações “pegam dinheiro em nome da Amazônia e nada fazem por ela”.
Desde que foi instalada, a comissão já ouviu 20 pessoas, entre lideranças indígenas e ambientais. O ex-ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro (PL), Ricardo Salles (PL), foi um dos depoentes.
Plínio disse que “só as quatro primeiras ONGs que trouxemos na CPI arrecadaram 1 bilhão e 400 milhões de reais. Então, é muito dinheiro e a gente quer colocar luz nisso tudo”.
O senador disse que vai chamar a atual ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e a presidente da Funai, Joenia Wapichana, para depor.
Questionado sobre como será a apuração na reta final da CPI, Plínio disse que está com a agenda cheia para visitar unidades de conservação. “Temos uma diligência lá na reserva Chico Mendes, no Acre, que é coordenada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Na outra semana vamos ao Mato Grosso, conhecer os índios Paricis, que trabalham no agronegócio”.
A ida do senador ao Mato Grosso é para comparar com os indígenas que são tutelados em São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus) e onde não são, no Mato Grosso.