Caminhoneiros de Cruzeiro do Sul enfrentam dificuldades para legalizar veículos
Ademar Barbosa, presidente do SINTRAC, Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Cruzeiro do Sul, e representante dos caminhoneiros da cidade, procurou a redação do site Juruá24horas, e revelou que a categoria vem enfrentando dificuldades para legalizar seus veículos. Segundo ele, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (AGEAC) não tem liberado a documentação dos caminhões, pois exige um laudo da IVEACRE.
A IVEACRE, (Inspeção Veicular do Acre), por sua vez, cobra no laudo mecânico necessário, o valor de R$ 700. Além disso, a empresa, que é a única autorizada a emitir o laudo e está localizada em Rio Branco, não tem enviado representantes para Cruzeiro do Sul para realizar a avaliação. E os caminhoneiro tem se negado a ir até a capital, já que o custo da viagem para emissão do laudo pode chegar a 5 mil reais.
Como resultado, os caminhoneiros estão acumulando multas da AGEAC. Cinco caminhões já foram multados, com cada multa custando R$ 4.500. Isso tem causado dificuldades financeiras para os caminhoneiros, que também precisam arcar com as parcelas de seus veículos.
Barbosa alerta que, se a situação não for resolvida, os caminhoneiros planejam realizar uma manifestação na próxima semana. Eles pretendem levar seus caminhões para o DETRAN e para sede da AGEAC até que o problema seja resolvido. Caso contrário, eles ameaçam fechar a BR-364 e outro acessos ao município.
Os caminhoneiros são responsáveis pelo transporte de produtos da zona rural, atendendo mais de 500 pessoas por dia. No entanto, eles correm o risco de ter que parar suas atividades devido às multas e à falta de documentação dos veículos.
Barbosa ressalta a importância dos caminhões para a economia local, pois eles são responsáveis pelo transporte dos produtos dos agricultores. Ele teme que, se os caminhões pararem, os agricultores ficarão sem meios para transportar seus produtos.
A manifestação planejada contará com o apoio de cerca de 500 agricultores. Os caminhoneiros afirmam que só deixarão o local quando o problema for resolvido. Barbosa conclui: “Nós não aguentamos mais com a questão de multa. Nós vamos sair de lá quando o problema for resolvido”.
Jurua24horas