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Acre

Governo confirma circulação de dois novos vírus no Acre; veja sintomas do Mayaro e Oropouche

Por Redação Juruá 24 horas 28/11/2023 10:37 Atualizado em 28/11/2023 10:37
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O Acre entra em alerta após o Laboratório Central (Lacen), detectar casos de Mayaro em dois municípios, e Oropouche em um novo município do Acre, ficando a circulação viral comprovada em pelo menos sete municípios Acreanos, ambas as doenças apresentam sintomas bem parecidos com Dengue, Zika e Chikungunya, de acordo com especialistas.

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Os casos vieram à tona após a comunidade procurar a saúde pública apresentando diversos sintomas. Após os exames, o diagnóstico de dengue foi negativo, neste momento, os médicos aprofundaram as pesquisas, sendo os novos exames positivos para a febre do Mayaro e a febre de Oropouche.

Febre de Mayaro

O vírus é transmitido por diferentes mosquitos, principalmente o Haemagogus (principal transmissor do vírus da Febre Amarela). Sendo os principais sintomas: febre, dores musculares e inchaço nas articulações, que podem persistir por meses, manchas vermelhas pelo corpo e até náuseas.

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Febre de Oropouche

É uma doença transmitida por picada, que costuma infectar macacos e bichos-preguiça, além de aves silvestres. Sendo seus transmissores os mosquitos como Aedes serratus (Pará) e Coquillettidia Venezuelensis (Trinidad), e o Culicoides Paraensis, conhecido como borrachudo ou maruim. Os sintomas são bem parecidos: febre, calafrios e dor de cabeça.

Casos confirmados no Acre

Oropouche: Acrelândia, Brasiléia, Manoel Urbano, Porto Acre e Rio Branco

Mayaro: Cruzeiro do Sul e Rio Branco

Os vírus circulam na região desde 2019, tem sua proliferação, por conta da região Amazônica ser quente e úmida, a propagação e frequência destes vírus se dão numa velocidade maior, entretanto, os profissionais da saúde garantem que a população não precisa entrar em pânico.

Prevenção e cuidados

Segundo Edvan Meneses, chefe da vigilância em saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Estado do Acre Sesacre, os casos não são alarmantes, são arbovirus que existem a muito tempo no meio silvestre e tem se proliferado no meio urbano, sobretudo neste período e chuva

”Esses arbovirus não costumam causar quadros graves nas pessoas, tanto que as vezes o paciente nem sabe que foi infectado. O Ministério da Saúde, já está articulando a elaboração de protocolos e fluxos pra fazer aquisição necessária pra abastecer os LACEN’s. As mediadas adotadas pela população é a limpeza de terrenos baldios, calhas, e qualquer lugar onde tenha acúmulo de água, pois, é aí que o mosquito irá se proliferar”, afirma o chefe da vigilância em saúde.

Atendimento

Como ainda não existem kits comerciais para a realização de exames de rotina. Os profissionais orientam que a população deve procurar uma unidade de atendimento médico ao perceber quaisquer dos sintomas citados acima. Para tirar dúvidas sobre os novos vírus, o Lacen disponibiliza o contato: (68) 3228-5355.

AGAZETADOACRE

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