VI Congresso Nacional das Populações Extrativistas reúne mais de 250 líderes em defesa da floresta e do Clima
Acontecerá de 13 a 17 de novembro, na Universidade de Brasília (UnB), o VI Congresso Nacional das Populações Extrativistas. Mais de 250 lideranças dos territórios tradicionais de uso comum, representando coletivos, associações, cooperativas e sindicatos, se reunirão para discutir e reforçar a importância da conservação da floresta viva.
Com o tema “Populações tradicionais extrativistas, em defesa da floresta e do clima”, o Congresso é promovido pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), um movimento que completou 38 anos de resistência, criado pelo líder seringueiro Chico Mendes.
Durante o evento, as lideranças participarão de plenárias e grupos de trabalho para debater uma ampla gama de questões relacionadas às mudanças climáticas e crédito de carbono, manutenção e consolidação de territórios de uso coletivos, organização e gestão, além de políticas públicas relacionadas à educação, saúde, produção, crédito, saneamento básico e energia elétrica.
As discussões abrangerão aspectos relacionados às Reservas Extrativistas (RESEXs), Projetos de Assentamento Extrativista (PAE), Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e outros territórios de uso comunitário.
Além das discussões, o Congresso incluirá a eleição e posse da nova diretoria do CNS, composta por 12 membros, que atuarão no quadriênio 2024/2027. O estatuto do movimento exige que as delegações estaduais sejam compostas por, no mínimo, 50% de mulheres, das quais 30% deverão ser jovens, garantindo a paridade de gênero.
O presidente do CNS, Júlio Barbosa, enfatizou que o objetivo do Congresso é reunir novas ideias que reforçarão o plano de ação voltado para a criação de novos territórios, a consolidação das áreas existentes e a proteção das populações tradicionais.
Barbosa destacou a importância do evento, observando que ele ocorre em um momento em que o Brasil retoma o processo de redemocratização, após períodos de turbulência política e sanitária, que ameaçaram profundamente os territórios das populações tradicionais. Nos últimos anos, essas comunidades enfrentaram desafios consideráveis, como o avanço do desmatamento, a extração de madeira e a garimpagem ilegal, o aumento da violência contra suas lideranças e a falta de políticas públicas eficazes para a implementação, governança e gestão dos territórios.
O VI Congresso Nacional das Populações Extrativistas é uma oportunidade crucial para consolidar esforços em prol da preservação da floresta viva e do futuro das populações tradicionais, demonstrando o compromisso dessas lideranças na proteção do meio ambiente e na luta pela justiça social.