Acusado de matar filho de 7 meses é encontrado morto em delegacia no Acre
Jailton Martins Pereira, de 28 anos, acusado de ter matado seu próprio filho, Kauan Venícios Dias Martins, de apenas 7 meses, foi encontrado morto na cela em que estava na Delegacia de Polícia de Epitaciolândia, no interior do Acre. A informação é de que ele cometeu suicídio usando o próprio calção que usava.
Jailton havia sido preso na terça-feira, 12, no bairro José Hassem, com uma arma de fogo e munições. Ele seria transferido para Rio Branco nas próximas horas para responder pelas acusações de homicídio qualificado, tortura e maus-tratos contra o filho.
O delegado Eustáquio Nomerg, de Epitaciolândia, havia se manifestado horas antes sobre a prisão do suspeito, dizendo que ele confessou o crime e alegou que estava sob efeito de drogas. O delegado disse que Jailton era um preso monitorado, mas que havia rompido a tornozeleira eletrônica.
Após Jailton ser encontrado morto, a delegacia foi fechada para o acesso do público e está sendo aguardada a chegada da Corregedoria da Polícia Civil ao município para a tomada dos procedimentos necessários e a retirada do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).
O caso chocou a população de Cruzeiro do Sul, onde o bebê morava com a mãe, Vângela Dias França, que denunciou o marido por agressões e espancamento contra o filho. Ela disse que o marido não tinha paciência com a criança e que chegava a morder a cabeça do bebê para que se calasse.
O bebê deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito na madrugada de quarta-feira, 13, sendo conduzido pela mãe. Como já estava passando mal, foi atendido o mais rápido possível. Durante o processo de reanimação, os médicos descobriram que a criança apresentava sinais de espancamento e trataram de comunicar à Polícia Civil e ao Conselho Tutelar.
O bebê foi transferido para a emergência do Pronto Socorro do HUERB, onde passou por um tratamento especial, mas não resistiu e foi a óbito. A mãe confirmou que o bebê havia sido espancado pelo pai.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do bebê e do suspeito. O Conselho Tutelar acompanha o caso e presta assistência à mãe e aos familiares da vítima.