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Acre

Ex-padre investigado por estupro de jovem em paróquia no Acre vira réu no processo

Por Redação Juruá 24 horas 10/12/2023 09:24 Atualizado em 10/12/2023 09:24
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Em maio deste ano, a equipe da Rede Amazônica Acre denunciou, com exclusividade, o ex-padre Fábio Amaro, que atuou em várias paróquias do Acre. Na época, ele havia sido indiciado pela Polícia Civil do estado suspeito de abuso sexual. Os crimes teriam sido praticados entre 2008 e 2009, quando o suspeito era pároco em Rio Branco e teria abusado de um adolescente, que tinha entre 15 a 16 anos, e de uma jovem, de 18, que frequentava a igreja e se confessava com ele.

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Após a repercussão da reportagem exibida pela Rede Amazônica, o Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia contra o ex-padre pelo crime de estupro contra menor de 18 anos. O MP-AC concordou com a conclusão das investigações da Polícia Civil.

A denúncia contra o Amaro foi recebida pela 2ª Vara da Infância no dia 14 de novembro deste ano. A juíza responsável concordou, provisoriamente, com a imputação penal do Ministério Público. O ex-padre agora réu e tem 10 dias para responder à acusação a partir do momento que for notificado. O processo segue em segredo de Justiça.

Fábio Amaro deve responder apenas pela acusação de abuso contra o jovem ouvido no processo. Há ainda informações de outras vítimas, mas sem denúncias oficializadas.

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O rapaz que denunciou o padre, atualmente com 30 anos, contou que participou de um encontro da igreja católica e teria ouvido uma colega dizer que tinha sido aliciada por um padre. Sobre o religioso ter virado réu no processo, ele diz que o sofrimento tem se prolongado e a preocupação é que outras pessoas sejam vítima dele.

“Além desse sofrimento que se prolonga, também é uma preocupação, com a possibilidade que outras pessoas possam também estar correndo esse risco de passar por essa experiência dolorosa, essa experiência cruel, do qual eu e outras pessoas também passaram. Então, a minha esperança do momento, é que a justiça seja feita não apenas por mim, mas também para prevenir outras vidas”, contou.

A equipe da Rede Amazônica Acre entrou em contato com a defesa do ex-padre, que informou que só se manifesta nos autos do processo.

g1

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