Início / Versão completa
Acre

Operação ‘Elo Quebrado’ prende policial penal e detentos por tráfico de drogas e corrupção em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá 24 horas 15/12/2023 15:16 Atualizado em 15/12/2023 15:16
Publicidade

A Polícia Civil do Acre (PCAC) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 15, a Operação Elo Quebrado, que resultou na prisão de um policial penal e três detentos por envolvimento em uma organização criminosa que atuava no presídio Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul.

Publicidade

A operação faz parte do Programa Guardiões das Fronteiras, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com o apoio do Núcleo Especializado em Investigações Criminais (NEIC/CZS).

Segundo a PCAC, os presos são o policial penal E. A. de S., de 50 anos, e os detentos G. P. S., de 30 anos, F. de S. M., de 24 anos, e J. J. R. P., de 42 anos. Eles são acusados de tráfico de drogas, receptação, favorecimento real, corrupção passiva e integrar organização criminosa.

As investigações começaram há alguns meses, após a PCAC constatar a frequência de apreensões de objetos ilícitos no interior do presídio, como celulares e drogas. Em julho deste ano, duas mulheres foram presas em flagrante tentando entrar no presídio com material entorpecente embalado em formato cilíndrico de cor preta.

Publicidade

A PCAC solicitou à direção do presídio as imagens do sistema de monitoramento e outros elementos de prova para identificar os responsáveis pela entrada e distribuição dos objetos ilícitos no presídio. As imagens revelaram que o policial penal E. A. de S. facilitava a entrada de drogas, celulares e outros objetos proibidos no presídio e os entregava aos detentos G. P. S., F. de S. M. e J. J. R. P., que faziam parte de uma organização criminosa.

Com base nas provas, a PCAC representou ao Poder Judiciário pelos mandados de prisão e busca e apreensão contra os envolvidos, que foram cumpridos na data de hoje.

O nome da operação faz referência ao rompimento do elo entre o servidor de conduta ilícita e a administração pública, que não pode tolerar que servidores com condutas reprováveis continuem a exercer suas funções em órgãos públicos, especialmente em órgãos de segurança pública, que exercem função essencial e sensível na estrutura do Estado.

A PCAC ressaltou ainda que a Polícia Penal do Juruá é formada por policiais de extrema competência e que por diversas vezes contribuíram com as investigações da polícia civil, sendo este um caso isolado de servidor público que optou por se beneficiar de condutas criminosas em benefício próprio, em total discordância com a conduta da maioria dos policiais penais dessa regional.

Após os procedimentos de praxe, os presos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os materiais apreendidos, para as providências legais.

https://youtu.be/8IwQXHS_2VI

Jurua24horas

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.