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Acre

Estudo revela que violência na Amazônia Legal é 45% maior que a média nacional

Por Redação Juruá 24 horas 02/01/2024 14:40 Atualizado em 02/01/2024 14:40
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Um estudo recente divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que a região da Amazônia Legal, composta por nove estados, tem uma média de mortes violentas intencionais 45% superior à média nacional do Brasil. O estudo, intitulado “Cartografias da violência na Amazônia”, analisa os dados de 2022 e aponta as principais causas e consequências da violência na região.

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Segundo o estudo, os nove estados da Amazônia Legal, que abrangem Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, tiveram uma taxa de 33,8 mortes a cada 100 mil habitantes em 2022, enquanto o país registrou no mesmo ano uma taxa de 23,3 para cada grupo de 100 mil. Nas cidades classificadas como urbanas pelo IBGE, a taxa de mortes violentas intencionais na Amazônia Legal foi de 35,1 por 100 mil habitantes, 52% superior à média nacional, que foi de 23,2 por 100 mil.

O estudo destaca que todos os estados da região estão com taxa acima da média brasileira, sendo o Amapá o estado com maior taxa, com 50,6 mortes para cada 100 mil, e o Acre o estado com menor taxa, com 28,6. Além de homicídios, o estudo também compara outros crimes, como feminicídios, homicídios contra indígenas, estupros e registros de armas, e mostra que todos eles apresentaram resultados piores para a região amazônica.

Uma das principais razões para o alto índice de violência na Amazônia Legal, segundo o estudo, é a presença crescente de facções criminosas que atuam no tráfico internacional de drogas, usando a região como uma rota estratégica. O estudo ressalta que, nos últimos dez anos, a única região do Brasil que não registrou queda no número de mortes violentas intencionais foi o Norte, onde se concentra a maior parte da Amazônia Legal.

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O estudo também aponta que a violência na região está relacionada ao desmatamento desenfreado, à exploração ilegal de minérios e aos conflitos fundiários, que ameaçam o modo de vida dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas. O estudo busca, assim, “debater estratégias e políticas para manter a Floresta Amazônica de pé” e combater o crime e a violência presente na região.

“Não há como avançar na agenda ambiental se o projeto de mudança pensado para o bioma não contemplar segurança pública como uma das dimensões que precisam ser consideradas urgentes”, diz um trecho do estudo.

Jurua24horas

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