Prefeito de Cruzeiro do Sul participa de lançamento do Complexo Industrial do Café no Juruá
O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, esteve presente na manhã deste sábado, 27, na cerimônia de assinatura da ordem de serviço para o início da construção do Complexo Industrial do Café, que será instalado em Mâncio Lima, município vizinho e maior produtor de café da região. O projeto, que custará R$ 6 milhões, é uma parceria entre o Governo Federal, por meio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e a Cooperativa de Produtores de Café do Juruá (Coopercafé).
O objetivo do Complexo é fortalecer a cadeia produtiva do café no Juruá, incentivando a produção, a industrialização e a comercialização do produto. O empreendimento beneficiará os cafeicultores de Cruzeiro do Sul, onde o plantio de café aumentou mais de 1.300% nos últimos três anos, graças aos incentivos da gestão de Zequinha Lima. Segundo o prefeito, o município passou de 70 mil para mais de 900 mil pés de café plantados e receberá mais R$ 3,5 milhões em investimentos para a cafeicultura.
Em seu discurso, Zequinha Lima elogiou a iniciativa da Coopercafé e agradeceu o apoio do Governo Federal, especialmente da ex-deputada Perpétua Almeida, que atualmente é diretora da ABDI. Ele também destacou a importância do café como uma nova fonte de renda e desenvolvimento para a região. “Em breve, Cruzeiro do Sul será autossuficiente na produção de café. Aqui nesse complexo serão instalados equipamentos que vão servir aos agricultores, levar um apoio para instalar no polo industrial, para instalar fornos e ajudar os pequenos produtores. Este investimento é para criar uma área e local que possa ser mais próxima dos produtores, para que eles possam utilizar no dia a dia”, afirmou.
Perpétua Almeida, por sua vez, ressaltou o papel da ABDI como uma agência do governo do presidente Lula, que busca levar desenvolvimento e inovação para as regiões produtoras do país. Ela disse que o Complexo Industrial do Café é um exemplo de como o governo federal está presente e atento às demandas do Acre. “Espero que seja mais uma cultura que se agrega e agora, com esse complexo industrial, você organiza mais e coloca novas tecnologias. A farinha vai seguir sendo a melhor farinha do Brasil. E agora o café quer ocupar também esse espaço. Já temos algumas produções muito importantes no Acre, como Assis Brasil, Porto Acre, Acrelândia. E eles querem que a agência do governo do presidente Lula, do governo federal, da ABDI, chegue nessas regiões. A gente só consegue chegar em todas esses locais se a gente estiver junto com a Coopercafé, com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Se a gente estiver junto aqui com o Governo do Estado, com as prefeituras, aí eu acredito que isso é possível”, declarou.
O Complexo Industrial do Café será construído em três etapas: a primeira é a edificação do galpão, com cerca de 1.000m2 de área, em um terreno adquirido pela Coopercafé, no valor de R$ 1,7 milhão. A segunda é a compra de equipamentos para a usina de beneficiamento, com investimento de R$ 3,5 milhões. A terceira é a implantação da Usina Solar Fotovoltaica, que será a contrapartida da Coopercafé, com custo de R$ 740 mil. A previsão é que a obra seja concluída em 90 dias e que até setembro deste ano a indústria esteja em funcionamento.