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Acre

Preso morre em cela e família acusa negligência

Por Redação Juruá 24 horas 22/01/2024 11:19 Atualizado em 22/01/2024 11:20
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A família de Cristiano Dias da Silva, 46 anos, que foi encontrado morto dentro de sua cela no presídio Manoel Nery da Silva, nesta segunda-feira, 22, alega que houve negligência por parte da administração penitenciária. Segundo eles, Cristiano era epilético e teria recebido uma dose excessiva de um remédio chamado Depakene, que pode causar efeitos colaterais graves.

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Graciete da Silva Nascimento, prima de Cristiano, disse que visitou o apenado na sexta-feira, 19, no hospital do Juruá, para onde ele foi levado após passar mal na prisão. Ela afirmou que ele não ficou internado e que estava sendo acompanhado por um cuidador na ala do presídio. No sábado, 20, a tia tentou visitá-lo, mas não foi autorizada a entrar. “Ele já estava se sentindo ruim e o presídio, para não se sentir um pouco culpado com a situação, não a deixou entrar”, disse ela.

Na segunda-feira, 22, por volta das 9h, ela recebeu uma ligação do diretor do presídio, Elves Barros, informando sobre a morte de Cristiano. Segundo Barros, o preso não atendeu ao chamado na conferência matinal e foi encontrado sem vida em sua cela. Ele disse que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e constatou o óbito. A causa da morte seria uma parada cardíaca, mas somente os exames cadavéricos poderão confirmar.

Graciete disse que a família vai entrar com uma ação contra o Estado por conta da morte de Cristiano. Ela disse que tem o laudo médico e um relatório da assistência social do hospital que comprovam que ele era epilético e que estava tomando o Depakene. Ela acredita que houve negligência por parte do presídio e que o primo não recebeu a assistência adequada. “Ele era um ser humano, ele tinha direito à vida, ele tinha direito a um tratamento digno”, disse ela.

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