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Acre

Enchentes no Acre deixam quatro mortos

Por Redação Juruá 24 horas 29/02/2024 12:17 Atualizado em 29/02/2024 12:17
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O jovem Jorge Lima da Silva Júnior, de 29 anos, morreu após um galho de árvore cair em cima da cabeça dele, na noite desta quarta-feira (28), no município de Brasiléia, distante 230 km da capital Rio Branco. O acidente aconteceu em meio a maior enchente da história da cidade e esta já é quarta morte em decorrência das cheias no estado.

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O Acre enfrenta uma cheia histórica em 2024. Em todo o estado, pelo menos 20.182 pessoas estão fora de casa, dentre desabrigados e desalojados, segundo a última atualização nesta quinta-feira (29). Além disso, 17 das 22 cidades acreanas estão em situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofrem com os efeitos das enchentes.

Segundo familiares, a vítima estava abrindo um caminho na área de mata, no seringal Porongaba, cerca de 42 km da BR-317, quando foi atingido por um galho de uma árvore. Pela gravidade do impacto, morreu instantaneamente.

A polícia foi acionada por volta das 19h. Porém, por ser um local de difícil acesso e a cidade enfrentar a maior cheia de sua história, só foi possível o resgate do corpo na madrugada desta quinta-feira (29).

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Erik Maciel, delegado da Polícia Civil de Brasiléia, falou das dificuldades do resgate do corpo.

“Nos deslocamos até o local, onde a equipe andou mais 5 km [a pé] para encontrar o corpo. Chegando ao local, foi verificado que se tratava de um acidente. Fizemos o deslocamento do corpo para o município de Brasiléia. A equipe chegou por volta das 4h da manhã. Devido à cheia do rio Acre, o corpo teve que ser transladado para Rio Branco com a ajuda do [Corpo de] Bombeiros, que através do transporte fluvial levou o corpo até o município de Epitaciolândia para realizar o transporte até a capital”.

De Epitaciolândia, o corpo do jovem foi transportado até o IML da capital — Foto: Asscom/Prefeitura de Brasiléia

Outras mortes

O jovem Elias Lima, de 30 anos, foi a primeira morte em decorrência da cheia dos rios e igarapés do estado. Ele sumiu após mergulhar no igarapé São Francisco, na região do bairro Conquista, em Rio Branco, no último domingo (25), e encontrado três dias depois, tarde desta quarta-feira (28) no Igarapé São Francisco.

De acordo com informações coletadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), a população contou que o jovem aproveitou a cheia do riacho para ter um momento de lazer descendo a nado.

Elias Lima ainda não foi encontrado após nadar em igarapé — Foto: Arquivo pessoal

Já a 2ª e 3ª mortes foram de pai e filha, em Sena Madureira. José Ribamar Feitosa, 38 anos, estava com a família e outras pessoas dentro de uma canoa quando a embarcação naufragou. O acidente ocorreu no início da tarde da última sexta-feira (23). Os bombeiros foram acionados e iniciaram as buscas logo em seguida.

Segundo populares, José Ribamar conseguiu retirar da água a esposa e uma filha, mas voltou para o rio para buscar a filha Rafaela Feitosa, de 9 anos e sumiu nas águas do rio Caeté.

Os corpos de Feitosa e da filha foram resgatados pelos bombeiros nos rios Purus e Iaco, em Sena Madureira, interior do Acre. No último domingo (25), um ribeirinho acionou os bombeiros após encontrar o corpo de Josemar Ribamar no Rio Purus a 14 km de distância do naufrágio. Uma equipe foi até o local e resgatou o cadáver. Quando retornavam para zona urbana, os bombeiros acharam o corpo da criança no Rio Iaco, seis quilômetros de distância do local do acidente.

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