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Acre

Neto do assassino de Chico Mendes foi apadrinhado por foragidos de Mossoró

Por Redação Juruá 24 horas 19/02/2024 09:22 Atualizado em 19/02/2024 09:22
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Artur Ramoile Alves da Silva e Silva, de 34 anos, que tem a vida cercada de crimes hediondos, dele próprio e de pessoas próximas. Neto do fazendeiro Darly Alves, condenado por matar o ambientalista Chico Mendes, ele ajudou a propagar a facção carioca Comando Vermelho (CV) no Acre. A informação foi divulgada pelo tabloide Metrópoles.

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Na facção, Artur é conhecido como Russo, o oitavo batizado (filiado) no CV no estado, padrinho de Russo dentro da facção é o criminoso Deibson Cabral, o Tatu, de 33 anos, um dos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) nesta semana. Todo batizado na organização criminosa tem um “padrinho”, que é o criminoso que já faz parte da facção e endossa a entrada do novo membro.

Artur é conhecido como Russo, o oitavo batizado (filiado) no CV no estado

Um Relatório de inteligência do Ministério Público do Acre a que a reportagem teve acesso descreve Artur Ramoile como um “importante faccionado” do CV. “Verificou-se ainda que Russo referendou (apadrinhou) o ingresso de outros faccionados, contribuindo assim para o crescimento da organização criminosa”, diz trecho do relatório, que é baseado em documentos do Comando Vermelho encontrados no celular de um membro do grupo. Para o Ministério Público, Deibson e Artur estão entre os fundadores da facção criminosa no Acre.

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Os dois já foram condenados por organização criminosa por causa do vínculo com o CV. Desde a adolescência, Russo coleciona casos de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, assassinatos, assaltos e tentativas de fuga do sistema prisional, onde ele segue preso.

A reportagem diz ainda que o fazendeiro Darly Alves e o filho foram condenados em 1990 por matar Chico Mendes com uma escopeta em 1988. Darly foi apontado como o mandante e o filho o executor. O fazendeiro era conhecido por ser um grileiro na região. A mãe de Artur é filha de Darly.

Chico Mendes era um ambientalista e ativista de reconhecimento internacional. Darly e o filho chegaram a fugir da prisão em 1993 e foram recapturados em 1996. O fazendeiro nega o crime e diz que foi injustiçado.

Fonte: Metrópoles

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