Diocese de Cruzeiro do Sul anuncia novo modelo de gestão da escola São José e de outras pertencentes a instituição religiosa
As escolas que pertencem à diocese passarão a funcionar por meio de um convênio entre o estado e a instituição religiosa. Os servidores públicos atualmente em exercício serão devolvidos ao estado, e a contratação de novos funcionários será realizada diretamente pela diocese.
Durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 08, o bispo Dom Flávio Giovenali detalhou o novo funcionamento das escolas.
O Bispo Flávio Giovenalli disse que a iniciativa visa garantir que todos os contratos com os professores sejam firmados no início do ano letivo, proporcionando um acompanhamento mais próximo dos alunos e uma estruturação mais eficiente do calendário escolar.
Com a expectativa de devolver mais de 300 servidores ao estado, a diocese planeja lançar editais a partir de setembro para a contratação de pessoal de apoio, como cozinheiros e funcionários de limpeza, além de professores. Os critérios de seleção ainda serão definidos, mas a exigência de licenciatura será mantida, com possíveis requisitos adicionais a serem discutidos.
A nova política de contratação reflete o compromisso da diocese em manter a excelência das cinco escolas sob sua gestão, que já se destacam nos indicadores educacionais como o IDEB. Além disso, a diocese enfatiza sua preferência por não trabalhar com terceirizados, optando por empregar diretamente seus funcionários.
Este movimento também representa uma vantagem para o Estado, pois coincide com a realização de concursos públicos definitivos previstos para este ano, diferenciando-se dos contratos temporários anteriores.
Segundo a diretora da escola São José, Rosa Mônica, a mudança envolve a transferência da gestão de funcionários das escolas para a diocese do Cruzeiro do Sul, com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e proporcionar maior estabilidade no corpo docente.
Rosa Mônica expressou uma avaliação extremamente positiva da mudança, destacando a importância de iniciar e terminar o ano letivo sem interrupções ou transições de professores, o que tem impacto emocional nos alunos e na equipe. Ela enfatiza que a continuidade é essencial para o sucesso educacional e para manter o foco no bem-estar dos alunos.
Francisco Gomes, chefe do gabinete do governo em Cruzeiro do Sul, reiterou a natureza desafiadora e inovadora do projeto, que também representa um resgate da identidade histórica de algumas escolas. A nova gestão permitirá que as escolas definam seu próprio quadro funcional, desde serventes e merendeiras até professores, garantindo uma ação pedagógica mais efetiva e uma educação de qualidade.
Jurua24horas