Início / Versão completa
Acre

Magistrados do Acre Visitam Aldeia Indígena Kamanawa em Ação de Valorização Cultural

Por Redação Juruá 24 horas 25/04/2024 07:46 Atualizado em 25/04/2024 07:46
Publicidade

Na terça-feira, 23, magistradas e magistrados do Poder Judiciário do Acre realizaram uma visita à aldeia indígena Kamanawa, em Cruzeiro do Sul, como parte de uma ação para reconhecer e valorizar a importância das culturas indígenas na sociedade.

Publicidade

A visita foi uma atividade prática do curso “Direito dos Povos Indígenas e Poder Judiciário”, oferecido pela Escola do Poder Judiciário (Esjud). O curso é destinado aos novos juízes recentemente empossados na magistratura acreana e também aos magistrados discentes do mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos.

O objetivo da atividade é permitir que os participantes interajam com os indígenas, compreendam sua vivência e, assim, promovam a justiça social e o respeito pelos povos originários. A iniciativa busca combater estereótipos e preconceitos frequentemente associados a essas comunidades e contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

A aldeia Kamanawa, que faz parte das doze aldeias da Associação Geral do Povo Kone Kui, é a maior aldeia da comunidade, com 62 famílias. “Para nós é uma honra receber esses juízes aqui na minha terra”, disse Levir, presidente da associação.

Publicidade

A equipe do Poder Judiciário do Acre foi recebida na tribo com dança, cantoria sagrada e mostra artesanal. O diretor da Esjud, desembargador Elcio Mendes, enfatizou que a atividade envolve mais de 50% da magistratura do Estado do Acre.

Durante a visita, a presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, anunciou duas grandes ações a serem executadas pelo Poder Judiciário acreano. Uma delas é o programa de Residência Judicial, que abrirá portas de acesso para as comunidades indígenas. Outra novidade é a instalação de um Ponto de Inclusão Digital do Judiciário (PIDJus) na aldeia para facilitar o acesso dos indígenas à justiça.

O curso “Direito dos Povos Indígenas e Poder Judiciário” é credenciado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e visa preencher uma lacuna na grade curricular das escolas judiciais relativa ao conhecimento das realidades e das necessidades dos povos indígenas.

Ao final do curso, os participantes terão suas habilidades e competências desenvolvidas para adotar uma postura dialógica com as diferentes partes e interesses de indígenas envolvidos no processo, utilizando os referenciais teórico-empíricos, precedentes judiciais e legislação que auxiliem na fundamentação das decisões judiciais.

JURUA24HORAS

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.