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Acre

“A pregação do evangelho nos presídios não deve parar”, diz pastor após resolução do Governo Federal que proibe evangelização no cárcere

Por Redação Juruá 24 horas 04/05/2024 12:24 Atualizado em 04/05/2024 12:24
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O Pastor Oswaldo Aparecido, que tem dedicado 20 anos de sua vida ao evangelismo no Acre, expressou sua opinião sobre a recente decisão do governo federal. A resolução, emitida pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), ligado ao Ministério da Justiça, recomenda algumas mudanças nas reuniões religiosas em presídios com o objetivo de garantir a liberdade religiosa.

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O Pastor Oswaldo, que recentemente fez uma pausa em seu trabalho devido à sua saúde, ficou surpreso com a notícia. “Para mim, isso é uma novidade”, disse ele.

Durante duas décadas, o Pastor Oswaldo tem servido como representante da Capelania no Ministério Madureira, trabalhando em vários presídios no estado do Acre. Ele acredita firmemente na importância de continuar a pregar o Evangelho dentro dos presídios. “Se parar isso aí, muitas vidas vão sofrer, né? Famílias”, afirmou.

Pastor Oswaldo Aparecido /Arquivo pessoal

A parte mais polêmica da nova resolução é a proibição do proselitismo religioso, ou seja, a prática de apresentar uma crença para uma pessoa que professa outra. Em termos gerais, o evangelismo de presos se torna proibido dentro das penitenciárias do país.

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O Pastor Oswaldo, citando o livro de Mateus, capítulo 25, argumenta que a Bíblia instrui os fiéis a visitar os encarcerados. “Se houver uma proibição através do governo federal do país, isso aí está errado. Eu sei que está totalmente errado”, disse ele.

Ele concluiu enfatizando a necessidade de continuar a pregar o Evangelho dentro dos presídios. “Esse evento tem que continuar abrindo as portas para que nós possamos pregar o Evangelho dentro dos cárceres”, afirmou.

A resolução, embora não tenha força de lei, orienta os presídios a garantir que representantes de todos os credos tenham acesso aos presídios, desde que não tentem converter presos a aceitarem uma religião diferente da deles ou convencer os que não possuem nenhuma religião. Além disso, proíbe que a direção de um presídio obrigue um detento a participar de reuniões religiosas como medida disciplinar, ou para receber alguma regalia, ou benefício.

Preso sendo batizado em presídio no Acre. (Foto: Facebook AD Tarauacá)

jurua24horas

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