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Acre

Gêmeas siamesas de pais acreanos nascem e desafiam a medicina

Por Redação Juruá 24 horas 03/05/2024 19:37 Atualizado em 03/05/2024 19:40
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Na manhã desta sexta-feira (3), a agricultora do Acre, Alice Fernandes Silva, de 18 anos, deu à luz as gêmeas siamesas Aylla Sophia e Allana Rhianna em Brasília, no Distrito Federal. As meninas, que nasceram ligadas pelo tórax e compartilham um único coração, estão sendo acompanhadas por uma equipe médica especializada.

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Alice foi transferida de Rio Branco para a capital do país no dia 26 de abril. Segundo o pai das meninas, Adriano Silva Fernandes, de 22 anos, as filhas passam por exames desde o momento que nasceram. A família está no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e as gêmeas pesaram 1,8 quilo ao nascer.

“Estão bem, na medida do possível. O médico falou que espera a reação delas fora do útero. Vai depender se elas vão se adaptar. Não foram para incubadora e nem para UTI”, contou Adriano. Ele acrescentou que as primeiras horas após o parto são determinantes para a saúde das crianças.

Alice descobriu que estava grávida das siamesas no início de março durante um exame de ultrassom em Brasiléia, interior do Acre. A taxa de nascimentos de gêmeos siameses é de um a cada 60 mil partos no mundo.

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A família mora no Ramal Santa Luzia, Seringal Apudí, zona rural de Brasiléia. Alice contou que fez o primeiro exame de ultrassom logo no primeiro mês de gestação. O médico que a atendeu disse que era apenas um bebê. A gravidez foi planejada pelo casal e Alice começou a organizar o chá revelação.

Cerca de cinco semanas depois, Alice voltou a fazer outro exame e, logo no início do processo, o médico já percebeu que se tratava de uma gravidez de gêmeas siamesas e a encaminhou para a capital acreana.

“Estava tudo preparado para o chá revelação, foi tudo cancelado e vim para Rio Branco. Tinha comprado poucas roupinhas e quando cheguei aqui ganhei outras coisas, mas não tenho o enxoval completo. Temos gastado muito aqui com passagens e, por isso, não tenho o enxoval”, relembrou Alice.

Agora, a família vive a expectativa e a esperança de que as meninas se adaptem bem fora do útero. “Estou feliz, mas por outro lado preocupado e na expectativa. Vai dar certo”, diz Adriano, esperançoso.

jurua24horas

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