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Acre

Projeto Expresso Chagas Leptospirose é implementado em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá

Por Redação Juruá 24 horas 18/05/2024 09:49 Atualizado em 18/05/2024 09:49
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Em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), o projeto Expresso Chagas Leptospirose será implementado em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá. Durante os dias 13 a 15 de maio, uma Oficina de Formação de Agentes e Pesquisadores Populares de Saúde foi realizada na cidade, capacitando cerca de 30 profissionais locais para atuarem como multiplicadores dessa iniciativa.

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O Expresso Chagas Leptospirose é coordenado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) em colaboração com a Fiocruz Brasília. Essa é a primeira ação de um projeto conjunto chamado “Expresso Chagas: Brasil Saudável e Sustentável”. A iniciativa conta com parcerias da Secretaria de Saúde do Acre, Secretaria de Saúde de Cruzeiro do Sul, Instituto Federal do Acre (Ifac), Universidade Federal do Acre (Ufac), Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O financiamento é proveniente de emenda parlamentar do deputado federal André Figueiredo (PDT-CE).

Durante a capacitação, a diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, o vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação do Instituto, Paulo D’Andrea, e o coordenador de Integração Estratégica da Fiocruz Brasília, Wagner Martins, coordenaram as atividades. O Expresso Chagas é uma tecnologia social que se baseia em técnicas e processos adaptáveis, visando oferecer soluções para problemas de saúde com forte determinação social. Aspectos como simplicidade, baixo custo, fácil aplicabilidade e impacto social são considerados.

Criado pela equipe do Laboratório de Inovação em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC em conjunto com a Associação Rio Chagas, o projeto Expresso Chagas promove conscientização sobre aspectos biológicos e determinantes sociais das doenças. Por meio de oficinas, jogos, práticas de laboratório e rodas de conversa, essa expedição itinerante já passou por sete cidades em Minas Gerais, Ceará, Goiás e Rio de Janeiro. Pela primeira vez, a tecnologia de cartografia social desenvolvida pela Fiocruz Brasília foi agregada à ação no Acre, envolvendo populações de territórios vulneráveis.

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A capacitação da equipe local em Cruzeiro do Sul é a primeira etapa do projeto. O objetivo é formar profissionais do município e do estado para mediar e implementar as atividades, adaptando o projeto à realidade local e focando no tema da leptospirose, um grave problema de saúde na região. A iniciativa conta com a participação de pesquisadores e estudantes de laboratórios e programas de pós-graduação do IOC, incluindo os laboratórios de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios, bem como os programas de pós-graduação em Biodiversidade e Saúde, Medicina Tropical e Ensino em Biociências e Saúde.

jurua24horas

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