Início / Versão completa
Acre

Brasil precisa vender produtos com maior valor agregado, afirma Jorge Viana

Por Redação Juruá 24 horas 15/07/2024 18:21 Atualizado em 15/07/2024 18:21
Publicidade

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem atuado para reposicionar o Brasil no comércio exterior e estimular a venda de produtos com maior valor agregado, segundo o presidente da agência, Jorge Viana.

Publicidade

Isso não significa, porém, que o país deve colocar a exportação de commodities em segundo plano. “O que estamos tentando é estar presentes com produtos com manufatura, produtos com tecnologia, produtos que trabalhem a transição energética. É isso o que a gente está trabalhando”, disse Viana em entrevista à série Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito. Nela, a revista eletrônica Consultor Jurídico ouve alguns dos principais nomes do Direito e da política sobre os temas mais relevantes da atualidade.

Ex-governador do Acre e ex-senador, Viana defende que, em sua gestão à frente da agência, o Brasil voltou a “disputar o mundo”. E uma das principais iniciativas resultantes dessa nova postura são os “mapas de atração de investimentos” apresentados pela Apex.

“Fizemos um com os Estados Unidos, que está sendo lançado e no qual há quase mil oportunidades. Fizemos um com a China, estamos fazendo com a Índia. Fizemos um com a União Europeia”, relatou ele.

Publicidade

O projeto referente à China requer uma atenção especial. Isso porque, se comparado com as relações mantidas com os Estados Unidos, o comércio do Brasil com o gigante asiático ainda está distante da estratégia elaborada pela ApexBrasil.

“Os Estados Unidos são o segundo maior comprador nosso, mas eles compram manufaturas, produtos com agregação de valor, gerando emprego no país. A China compra commodities, é o grande comprador. Quase mais do que duas vezes o que a gente vende para os Estados Unidos, mas compra matéria-prima e nos vende produto com alto valor agregado.”

Rota do Pacífico

Por outro lado, Jorge Viana reconheceu a importância da presença chinesa para o desenvolvimento da infraestrutura comercial da América do Sul. Nesse sentido, ele lembra que foi graças aos chineses que os produtos brasileiros passaram a contar com uma nova rota de chegada ao mercado asiático.

“Próximo de Lima, no Peru, há um investimento chinês no porto de Chancay, que recebeu mais de US$ 3 bilhões. Porque, na visão da China, ter uma ferrovia atravessando o Brasil, do Atlântico até o Pacífico, passando pelo Acre, tendo mais saídas para o Pacífico, significa alternativa ao canal do Panamá, que é único e que já enfrenta problemas como consequência das mudanças climáticas”, disse Viana.

Segundo ele, uma paralisação no Canal do Panamá elevaria o custo da logística e, consequentemente, o custo de produtos. Já o escoamento da produção por dentro do território brasileiro, com embarque no Peru, torna tudo mais rápido e econômico.

“A viagem é encurtada em 23 dias quando se pensa em portos que saem do Atlântico brasileiro na comparação com portos que saem do Peru, por exemplo, como o de Chancay, e fazendo a travessia pela Amazônia Ocidental, passando pelo Acre.”

Reforço

Além da nova mentalidade de trabalho na ApexBrasil — que é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços —, Viana observou que a agência contou com um reforço decisivo em sua estratégia de diversificar a vitrine comercial do país: a participação frequente do presidente da República nos eventos que o órgão promove no exterior.

“O Brasil estava sem a diplomacia presidencial nos últimos tempos. E, agora, com o atual governo do presidente Lula, ele trouxe fortemente isso. Nós já fizemos mais de 11 encontros empresariais, em 11 países diferentes, com a presença do próprio presidente.  Quem vende o país, quem promove um país, é a sua liderança maior. E é isso o que gente está retomando agora.”

Viana destacou que, atualmente, o Brasil tem um fluxo de comércio exterior de US$ 600 bilhões. Além disso, o país figura entre os que mais recebem investimentos no mundo. Diante disso, ele projetou um futuro ainda mais positivo para o comércio exterior brasileiro.

“Muito provavelmente, se a gente seguir trabalhando assim por mais alguns anos, podemos alcançar um fluxo de US$ 1 trilhão. E isso significa muito emprego dentro do Brasil e presença das empresas brasileiras no mundo todo.”

Clique aqui para assistir à entrevista ou veja abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=kf1GHXKpMiU

Consultor Jurídico

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.