Morre, aos 78 anos, o escritor e dramaturgo amazonense Márcio Souza
Grande expoente da cultura amazonense e nacional, o escritor e dramaturgo Márcio Souza morreu nesta segunda-feira (12), aos 78 anos, em Manaus. A causa da morte não foi revelada.
História e legado
Márcio Souza nasceu em Manaus, no ano de 1946. O amazonense era romancista, diretor de teatro e ópera. Estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo e escreveu críticas de cinema e artigos em diversos jornais e revistas brasileiras, como ‘Senhor’, ‘Status’, ‘Folha de S. Paulo’ e ‘A Crítica’.
Escreveu grandes obras literárias como ‘Galvez, Imperador do Acre’; ‘A Caligrafia de Deus’; ‘Lealdade’ – pelo qual recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1997; e ‘Mad Maria’, seu livro de maior destaque e que deu origem à minissérie de mesmo nome, de Benedito Ruy Barbosa, produzida pela TV Globo em 2005.
Ele também foi professor assistente na Universidade de Berkeley e escritor residente nas universidades de Stanford, Austin e Dartmouth (todas nos EUA), além de ter sido diretor da Biblioteca Nacional e presidente da Funarte.
Como palestrante, foi convidado pelas internacionais Universidad de San Marcos, Sorbonne, Toulouse, Aix-en-Provence, Heidelberg, Coimbra, Universidade Livre de Berlim, Harvard e Santiago de Compostela.
Dirigiu o Teatro Experimental do Sesc (Tesc) do Amazonas, hoje extinto. O autor foi ainda presidente do Conselho Municipal de Política Cultural.
Atuava como diretor da Biblioteca Pública do Amazonas e ocupava a cadeira de número 25 da Academia Amazonense de Letras (AAL). Nas redes sociais, a Academia lamentou a morte de Souza:
“Para nós, da editora Valer, essa é uma notícia que nos pegou desprevenidos, porque sempre esperávamos mais obras de Márcio e, também, de desfrutar da sua companhia, dado que ele era um dos maiores conhecedores das Amazônias e um dos nossos maiores intelectuais, um grande conhecedor da literatura, do teatro e do cinema. Nós lamentamos profundamente a morte de Márcio Souza”, disse Neiza Teixeira, coordenadora editorial da Valer, em publicação no blog da editora.
Redação jurua24horas