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Acre

Rio Tejo está em estado de alerta e morador indígena da região aponta solução para o problema

Por Redação Juruá 24 horas 05/08/2024 10:02 Atualizado em 05/08/2024 10:02
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O Rio Tejo, um dos afluentes do Juruá, está em uma situação preocupante. Em muitos pontos do rio, a lâmina de água é de 10 a 20 centímetros. O que põe em risco a segurança alimentar e a mobilidade das pessoas que vivem ao longo do manancial, onde há a Terra Indígena Kuntanawa, a Vila Restauração, além de outras comunidades.

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Haru Kuntanawa conta que, da Terra indígena até Marechal Thaumaturgo, a viagem que antes era realizada de 4 a 6 horas de barco, agora leva o dia inteiro, e o tempo ainda dobra se estiver levando mercadoria. “Antes a gente levava quatro, no máximo seis horas, agora é um dia inteiro para chegar em Marechal Thaumaturgo. E se vier com cargas, com coisa carregada, é bem dois dias para trazer até a nossa comunidade,” pontua. 

Mas a situação fica ainda mais alarmante, o problema vai além da dificuldade de mobilidade. Devido ao baixo nível da água do Rio Tejo, há escassez de peixes, de animais para caça por causa das queimadas e as plantações estão secando. O que pode causar fome na Terra Indígena. Haru Kuntanawa descreve um cenário de caos e dá sugestões para reverter a situação.

“As plantações estão morrendo já, mesmo a gente regando. Os peixes já praticamente não há mais. A gente vai pescar e não pega nada porque o rio está todo verde de lodo, a água praticamente tá inútil, sem condição de utilizar. Tudo isso é em decorrência das queimadas e desmatamento. Não dá mais pra gente pensar na economia da Amazônia com as mesmas práticas do passado, a gente precisa pensar na economia com novas práticas. Temos que ter plantio das próprias árvores amazônicas, recuperar todos as nascentes, os igarapés, plantar palmeiras que são economicamente viável. Por exemplo, o açaí, o buriti, principalmente o buriti, que é a planta das águas, de trazer as águas, plantar muito buriti para poder trazer de volta. Nós temos que suprir a necessidade de alimentos do povo, usar todos os conhecimentos dos povos indígenas, conhecimentos também da agricultura e a gente tem que trabalhar isso em todas as técnicas para poder salvar a Amazônia. Nós precisamos ter novas estratégias, valorizar os recursos da floresta, os povos da floresta, gerar renda para as famílias. Então é isso, está acontecendo uma grande destruição das florestas, ocasionado pela falta de consciência das pessoas, falta do serviço dos poderes públicos e da aplicabilidade das leis que existem de proteção da floresta”, pontuou Haru.

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Ele alerta para a situação do Rio Tejo desde o início de junho, quando o manancial já estava com pouco volume de água. Para subir até a cabeceira do rio, teve que empurrar a embarcação várias vezes.

Redação jurua24horas 

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