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Acre

Em menos de um mês, médico faz segundo parto com bebê empelicado no Acre: ‘Surpresa imensa’

Por Redação Juruá 24 horas 13/09/2024 07:44 Atualizado em 13/09/2024 07:44
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“O raio caiu duas vezes no mesmo lugar”. Foi isso que o médico ginecologista e obstetra Antônio Carlos Barroso disse ao comentar sobre ter feito o segundo parto empelicado em menos de um mês. Os dois nascimentos aconteceram no Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, sendo o primeiro no dia 12 de agosto e o último no dia 2 de setembro.

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Barroso divulgou em suas redes sociais o vídeo do momento do nascimento. O médico precisou cortar a bolsa amniótica, que não rompeu durante todo o processo. 

O médico explica que esse parto ocorrido na noite do dia 2 de setembro foi de um bebê do sexo masculino e o nascimento empelicado foi uma surpresa, já que a cirurgia foi feita com urgência.

“Foi uma emergência. Não foi agendado, [o parto] estava programado para dia 10/09, mas em consulta de rotina, descobrimos alterações no batimento cardíaco do feto e fomos para uma cirurgia de urgência”, explica Barroso.

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Ele ainda menciona a felicidade que sentiu ao ver o bebê empelicado, já que foi uma situação inesperada.

“Foi uma surpresa imensa. Muita felicidade de toda a equipe em saber que o bebê estava bem”, afirma o médico.

Segundo o próprio médico, esse tipo de condição na hora do nascimento só ocorre uma vez a cada 80 mil partos. Barroso ainda diz que só é possível perceber que o bebê está empelicado no momento da saída do útero, e que a situação não causa prejuízos à mãe ou ao bebê. Em 12 anos de profissão, esse é o quinto parto empelicado de sua carreira.

Bebê empelicado

O nascimento de um bebê empelicado é considerado raro no mundo da obstetrícia, segundo os especialistas. A criança que nasce nesta condição fica envolta pela bolsa amniótica que a protege e o ajuda na alimentação durante as 40 semanas, em média, de uma gestação.

Contudo, quando esta bolsa não se rompe, acontece o chamado parto empelicado. Não há risco para mãe ou para o bebê. Após a retirada do bebê envolvido pela bolsa, o médico faz um pequeno corte na película para que ela estoure e a criança seja, então, retirada. Não é possível prever quando esse evento pode ocorrer.

g1

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