Início / Versão completa
Cruzeiro do Sul

Mais de 4 mil famílias são afetadas pela seca do Rio Juruá e pelas queimadas 

Por Redação Juruá 24 horas 03/09/2024 09:01 Atualizado em 03/09/2024 09:01
Publicidade

A cidade de Cruzeiro do Sul enfrenta a maior crise de abastecimento de água, afetando mais de 4 mil famílias na região. Seis meses após uma situação de emergência causada pela cheia do Rio Juruá, que afetou a segunda maior cidade do Acre, o cenário agora é de seca extrema, levando diversas comunidades a enfrentar sérias dificuldades no acesso à água potável e suprimentos.

Publicidade

Na manhã desta segunda-feira (2), foi realizada uma reunião com o vice-prefeito Henrique Afonso para discutir ações emergenciais que possam minimizar os impactos da seca. Lima ressaltou que, além de Cruzeiro do Sul, os municípios vizinhos também enfrentam dificuldades, destacando que a falta de tráfego pelos rios impede a chegada de suprimentos essenciais.

Em março deste ano, as águas do Juruá inundaram áreas da cidade, complicando o transporte de passageiros e mercadorias para os municípios isolados de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, além de agravar a situação em Cruzeiro do Sul. Atualmente, a seca severa atinge 22 municípios acreanos, alterando drasticamente a rotina de seus habitantes.

De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, José Lima, a escassez de água é extremamente preocupante.“Estamos com uma situação já bem agravante, faltando água praticamente em todo o interior do município. O bairro do Miritizal é um exemplo claro, onde as torneiras já não estão mais funcionando devido ao nível extremamente baixo dos poços”, relatou. Os açudes estão secando e a morte de peixes é uma preocupação crescente.

Publicidade

O Rio Juruá está medindo apenas 4,62 cm, a situação em Marechal Thaumaturgo é ainda mais crítica, com o rio registrando apenas 1,36 cm, muito abaixo da cota de alerta, que é de 2 metros. Esta seca representa um desafio logístico significativo, afetando o transporte de alimentos e combustíveis e colocando em risco a saúde pública.

Weliton Oliveira, um passageiro que faz frequentemente a rota entre Cruzeiro do Sul e Porto Walter, notou a mudança no tempo de viagem devido à seca: “Antes, a viagem durava em média seis horas. Agora, precisamos de até oito horas, devido aos bancos de areia e troncos de árvore que obstruem o caminho”, comentou.

A Secretaria de Saúde do Estado do Acre informa que as queimadas têm contribuído para o aumento de doenças respiratórias, atingindo especialmente crianças e idosos. Recentemente, a Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em decorrência dos incêndios florestais nos 22 municípios do Acre e declarou que um gabinete foi estabelecido para buscar soluções para a crise. A seca e a estiagem severa são consequência das queimadas.

Além disso, as condições climáticas extremas devido às queimadas e desmatamento têm desafiado ainda mais as operações de socorro e atendimento nas áreas afetadas. “Nunca tinha visto uma situação onde cacimbas e igarapés estão completamente secos”, afirmou um bombeiro. Atualmente, o plano de contingência está em vigor, e as autoridades locais se mobilizam para assegurar que medidas efetivas sejam implementadas para atender à população afetada e restaurar o acesso à água.

Redação jurua24horas 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.