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Acre

Portador de doença rara, adolescent de 14 anos é o mais jovem a passar por um transplante de fígado

Por Redação Juruá 24 horas 02/09/2024 08:44 Atualizado em 02/09/2024 08:44
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No interior do Acre, o adolescente Edson Lima de Moura, de 14 anos, morador de Epitaciolândia, é o paciente mais jovem a passar pelo transplante de fígado na Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre). Portador de uma síndrome rara – a Doença de Wilson, que provoca acúmulo excessivo de cobre nos órgãos pois não é eliminado de forma adequada e se acumula, podendo ser fatal – o jovem enfrentava um quadro grave de cirrose hepática desencadeado pela doença.

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No dia 22 de agosto foi realizado o transplante de Edson, e após oito horas de cirurgia, o jovem recebeu um fígado oriundo de um doador de Porto Velho/RO. A operação foi realizada com sucesso e Edson segue em plena recuperação.

O médico Aloysio Coelho, um dos cirurgiões responsáveis pelo transplante, reforça que a condição do adolescente é rara, mas que a equipe médica da Fundhacre é muito qualificada para lidar com casos complexos como este. “O Edson tem uma doença de caráter genético que acaba influenciando no aumento de cobre no organismo, o que gerou a uma inflamação que ocasiona a cirrose e mesmo tão jovem, acabou precisando desse transplante de fígado. Então, é um caso que a gente não vê todo dia, normalmente [os transplantes de fígado] são por hepatites virais, hepatites B ou C, mas quero ressaltar que a nossa equipe é muito qualificada para lidar com casos complexos como este, que foi o 91º transplante realizado aqui na Fundhacre”, ressaltou o médico.

Emocionada, a mãe de Edson expressou sua expectativa pela recuperação do filho. “Só gratidão à equipe da fundação. Meu filho tem uma doença rara mas, graças a Deus, a partir de hoje, o Edson terá dois registros [de nascimento]. Não foi fácil. Quem me conhece sabe que é uma luta grande. A última vez que ele passou mal, ficou três dias em coma. A gente ficou internado no Pronto-Socorro e depois viemos pra Fundação e eu pedi a Deus que aquela seria a última vez que meu filho ficasse daquele jeito, que eu já não ‘tava’ aguentando. Queria que aquela doença viesse pra mim, mas Deus é tão maravilhoso que hoje nós estamos aqui para realizar a cirurgia e acredito que a gente vai conseguir. A partir de hoje, é uma nova vida”, disse Aurinéia Lima, pouco antes do procedimento.

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Redação jurua24horas 

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