Início / Versão completa
Diversos

Queimadas afetam mais de 100 mil hectares no Acre e causam danos severos à floresta nativa, alerta professora da UFAC

Por Redação Juruá 24 horas 23/09/2024 19:56 Atualizado em 23/09/2024 20:06
Publicidade

Em entrevista ao portal Juruá24Horas, a professora Sonaira Silva, do campus Floresta da Universidade Federal do Acre (UFAC), destacou o agravamento das queimadas no estado, especialmente em áreas de floresta nativa, e os graves impactos ao bioma amazônico. A pesquisadora, especialista em queimadas e incêndios florestais, revelou que mais de 100 mil hectares já foram consumidos pelo fogo no Acre, sendo quase 5 mil hectares de floresta nativa.

Publicidade

“Estamos sofrendo bastante com o aumento das queimadas, que este ano têm atingido tanto áreas desmatadas quanto as mais preservadas. A situação é crítica, inclusive em regiões como Pentecoste, Campinarana e a Serra do Divisor, que são ambientes de alta biodiversidade”, ressaltou Sonaira.

De acordo com a professora, a seca extrema que atinge o Acre tem favorecido a propagação dos incêndios, que saem do controle e avançam sobre áreas de preservação. Ela também enfatizou que as queimadas, além de destruir vegetação, emitem grandes quantidades de fumaça, o que agrava a qualidade do ar e afeta a saúde da população. “A poluição gerada pelas queimadas contém partículas e gases nocivos que se espalham com o vento, atingindo até regiões que não estão em chamas”, explicou.

Outro ponto abordado por Sonaira foi a recuperação das áreas destruídas. Segundo a pesquisadora, as florestas que sofrem com o fogo levam décadas para se regenerar e, mesmo após 15 ou 20 anos, muitas não conseguem recuperar o número de árvores, a biomassa e a diversidade de espécies. “O ideal é evitar ao máximo que o fogo entre nas áreas de floresta, pois o impacto é muito maior do que se imagina. Quando o fogo afeta a floresta, também prejudica a economia local, reduzindo a disponibilidade de recursos como açaí, buriti e madeira”, pontuou.

Publicidade

Ela também reforçou a necessidade de medidas urgentes para conter as queimadas, especialmente neste período de seca severa. “O momento é de atenção total. É fundamental que as pessoas evitem usar fogo para limpeza de áreas ou roçados, pois até uma pequena queimada pode sair de controle e causar danos irreversíveis”, alertou Sonaira.

Com a qualidade do ar já bastante comprometida, a professora destacou que as queimadas que ocorrem nas zonas rurais estão agravando a poluição em cidades como Cruzeiro do Sul e regiões vizinhas. “Mesmo onde houve chuvas, o fogo continua se propagando. O vento carrega a fumaça para dentro da cidade, tornando o ar ainda mais poluído e perigoso para a saúde”, finalizou.

A situação das queimadas no Acre exige atenção e ações urgentes, tanto do poder público quanto da população, para mitigar os impactos no bioma e na vida das pessoas.

Jurua24horas

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.