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Acre

Chuvas acima da média são previstas no Acre devido ao Fenômeno La Niña

Por Redação Juruá 24 horas 13/10/2024 12:09 Atualizado em 13/10/2024 12:10
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A previsão meteorológica para o Acre entre dezembro de 2024 e março de 2025 aponta para chuvas acima da média em várias regiões do estado, como consequência do fenômeno La Niña. A partir da última semana, já foi registrado o início das chuvas em diversas cidades acreanas, indicando o que está por vir nos próximos meses.

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O La Niña, que ocorre com o resfriamento das águas nas áreas Central e Centro-Leste do Oceano Pacífico, já está em atividade e influencia diretamente o clima no estado. Segundo os especialistas, esse fenômeno é caracterizado por uma queda de temperatura igual ou superior a 0,5°C nas águas do oceano, ocorrendo a cada três ou cinco anos. O meteorologista Rafael Coll alerta que o período entre dezembro de 2024 e março de 2025 será marcado por chuvas intensas, acima da média, o que pode provocar transbordamentos dos rios em toda a bacia amazônica.

Em 2024, o Acre já enfrentou eventos climáticos extremos. Em março, o estado vivenciou uma cheia histórica dos rios, seguida por uma severa seca que deixou várias áreas com falta d’água, além de registrar queimadas e fumaça como nunca visto antes. Apesar de uma leve melhora nas condições hídricas, o cenário continua preocupante.

Carlos Batista, coordenador da Defesa Civil Estadual, destaca que, nos últimos dias, houve uma elevação significativa no nível de alguns rios, como o Rio Juruá em Porto Walter, que subiu mais de um metro, e o Rio Purus, que também apresentou pequenas elevações. No entanto, outras áreas continuam com níveis críticos, como o Rio Acre, que em Rio Branco está há mais de 110 dias com o nível abaixo dos dois metros. “Há uma previsão de chuvas em grandes volumes a partir da segunda quinzena de outubro”, disse Batista, esperançoso de que o cenário comece a mudar.

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A Defesa Civil do Acre já está tomando medidas para enfrentar o que promete ser uma temporada de chuvas rigorosas. O planejamento inclui reuniões com as Defesas Civis Municipais para discutir ações preventivas e de resposta às possíveis inundações. “Já temos reuniões e videoconferências marcadas para o fim deste mês, onde trataremos das medidas preventivas e de assistência em relação às inundações que podem ocorrer”, acrescentou Batista.

Os efeitos do La Niña não se limitam ao Acre. No Brasil, o fenômeno geralmente provoca aumento das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto no Centro-Sul o clima tende a ser mais seco, com chuvas irregulares. No Sul, a tendência é de seca, mas também há maior chance de entrada de massas de ar frio, o que pode gerar variações térmicas acentuadas no país.

Diante desse cenário, a população e as autoridades do Acre estão em alerta para o impacto das chuvas nos próximos meses. Com o La Niña ganhando força, a expectativa é de que o estado precise enfrentar novos desafios relacionados ao clima.

jurua24horas

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