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Cigarro eletrônico aumenta risco de problemas nos dentes e na gengiva

Por Redação Juruá 24 horas 09/10/2024 08:11 Atualizado em 09/10/2024 08:11
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O uso de cigarros eletrônicos, também conhecidos como “vapes”, tem aumentado em diversos países — inclusive no Brasil. Entre 2018 e 2023, o uso desses dispositivos cresceu 600% no país, segundo o instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec). No entanto, crescem também as evidências dos malefícios desses produtos à saúde de quem os usa.

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Um exemplo recente é uma uma revisão de trabalhos científicos feita por pesquisadores da Universidade de Oviedo, na Espanha, que observou danos à saúde bucal nos usuários de vapes. Ao todo, foram selecionados oito trabalhos, que envolveram 31.647 participantes.

Os resultados revelam que quem tem o hábito de fumar cigarro eletrônico corre mais risco de desenvolver cáries, doenças nas gengivas, inflamações orais em geral, lesões que podem se tornar malignas e complicações em enfermidades bucais já existentes. “Apesar de relativamente novos no mercado, já se sabe que eles são muito prejudiciais à boca, podendo até superar os cigarros convencionais.

Afinal, eles não possuem regulamentação e, por isso, não sabemos exatamente o que cada vaporizador contém”, afirma o odontologista Marcelo Cavenague, presidente da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp).

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Para os profissionais da área, os perigos oferecidos pelos cigarros eletrônicos não são novidade. Além de diversos estudos sobre o tema, há cada vez mais pacientes que fumam por meio desses dispositivos.

“As pesquisas indicam um maior risco de desenvolver doenças de gengiva, como gengivite e periodontite, e cáries atípicas, especialmente na face da frente dos dentes anteriores, onde há maior contato com esse vapor adocicado”, explica o cirurgião dentista especializado em estomatologia Celso Augusto Lemos Junior, membro do Crosp.

“Estudos in vitro já demonstraram danos celulares que podem levar a um aumento no risco de lesões com potencial de se transformarem em malignas, ou seja, de virarem um câncer”, acrescenta o especialista.

Por: Metrópoles

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