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Acre

Marido é preso em Feijó suspeito de violência sexual contra a própria esposa

Por Redação Juruá 24 horas 11/11/2024 16:19 Atualizado em 11/11/2024 16:20
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Maurício Barroso Braga foi preso temporariamente no último domingo (10) sob a suspeita de envolvimento em um caso de violência sexual contra sua esposa, Neuma Braga. A decisão foi tomada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), que acompanha o processo em segredo de justiça para preservar a integridade da vítima.

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O crime ocorreu no dia 31 de agosto, na zona rural de Feijó, quando Neuma foi atacada dentro de sua própria casa. Em relato nas redes sociais, ela descreveu ter sido surpreendida enquanto dormia, agredida fisicamente e violentada sexualmente. Segundo a vítima, a brutalidade do ataque a deixou inconsciente, sendo posteriormente encontrada pelo próprio marido, agora suspeito do crime. Neuma relatou também o impacto emocional que continua enfrentando desde o ocorrido.

RELEMBRE O CASO:

https://jurua24horas.com/mulher-denuncia-violencia-sexual-em-feijo-e-cobra-justica-suspeito-tem-13-anos/

Inicialmente, um adolescente de 13 anos foi considerado suspeito e ouvido pela polícia em setembro, com o caso encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário. No entanto, as investigações seguiram, resultando na prisão temporária de Maurício Braga, o marido da vítima, por um período de 15 dias enquanto o caso é aprofundado.

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Segundo o delegado responsável, Marcílio Laurentino, novas testemunhas estão sendo ouvidas e o material será encaminhado ao Judiciário. “É uma determinação do Ministério Público. Estamos ouvindo pessoas e encaminharemos ao Judiciário. Não podemos nos pronunciar além disso devido ao segredo de justiça”, informou o delegado ao site Agazeta.net.

O caso pode se configurar como um episódio de estupro marital, que ocorre quando um dos cônjuges obriga ou coage o parceiro a manter relações sexuais contra a vontade. Esse tipo de violência reforça o debate sobre os desafios que muitas mulheres ainda enfrentam dentro de relações íntimas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no Brasil, 33,4% das mulheres com 16 anos ou mais já foram vítimas de violência física ou sexual por parceiro íntimo, destacando a gravidade do problema.

A investigação segue em andamento, e o MPAC busca elucidar o caso para que a justiça seja feita, mantendo a proteção e o apoio necessários à vítima.

JURUA24HORAS

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