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Acre

PF prende militares acusados de planejar morte de Lula, Alckmin e Moraes

Por Redação Juruá 24 horas 19/11/2024 07:29 Atualizado em 19/11/2024 07:29
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Policiais federais prenderam cinco pessoas, incluindo quatro militares do Exército, em operação deflagrada na manhã desta terça-feira (19) para desarticular organização criminosa responsável por ter planejado um golpe de Estado para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anular ações do Poder Judiciário.

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Os militares presos integram os chamados “kids pretos”, forças especiais. Batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, o plano deles incluía o sequestro e morte de Lula, do seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a investigação da Polícia Federal, a ação seria desencadeada em 15 de dezembro de 2022, duas semanas antes da posse de ambos.

Os militares foram presos pouco depois das 6h, no Rio de Janeiro, onde participavam da missão de segurança da reunião da cúpula do G20, que reúne presidentes e outras lideranças dos 20 países mais ricos do mundo. Também foram cumpridos mandados em Goiás, Amazonas e no Distrito Federal. Além dos cinco mandados de prisão, foram expedidos três mandados de busca e apreensão e 15 medidas como a proibição de contato entre os investigados, a entrega de passaportes em 24 horas e a suspensão do exercício de funções públicas.

Um dos alvos é o general da reserva Mário Fernandes, que foi secretário-executivo, segundo posto mais importante, da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL) e hoje é assessor no gabinete do deputado federal Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Os demais militares presos são o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira.

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Em nota, a PF destacou que o planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise”, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações.

Os fatos investigados nesta fase da investigação configuram, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

FONTE: O TEMPO

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