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Alta nos preços eleva custo da ceia de Natal em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá 24 horas 23/12/2024 14:13 Atualizado em 23/12/2024 14:13
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Com a tradicional ceia de Natal chegando, momento de celebração e união entre as famílias, itens básicos da ceia natalina pesam no bolso dos moradores de Cruzeiro do Sul. A alta dos preços de itens básicos da ceia, influenciado tanto por fatores internos quanto externos, aumentou o custo de itens essenciais, se tornando ainda mais cara em relação aos anos anteriores.  

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O empresário de Cruzeiro do Sul Júnior Melo, explica que o encarecimento dos alimentos está relacionado a vários fatores, incluindo a alta do dólar, o aumento no custo de insumos como o milho e a soja, essenciais para a produção de carne e aves, e as oscilações no mercado internacional. “Como os Estados Unidos abastecia o México com o frango, e não está mais abastecendo, está abastecendo o Brasil. Isso aumenta no preço do frango, e os derivados para produzir o frango.”

O aumento é registrado em todo o estado. A cesta de Natal dos acreanos teve um aumento de 45,96% em comparação ao mesmo período do ano passado. Já em 2022, o aumento havia sido de 30%. Este ano, nas redes mais conhecidas de supermercados do estado, os preços dos itens mais procurados, como: panetones, espumantes, peru, frutas cristalizadas, nozes e queijos, estão mais altos.  

No Mercale, o valor da cesta chegou a R$407,97, com uma alta de 43,66% em relação a 2023. Já no Arasuper, o preço foi ainda maior, somando R$417,36, demonstrando um aumento de 59,90%.  O economista Orlando Sabino, explica o aumento dessas cestas. 

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“Então, o aumento, essa diferença da cesta natalina deste ano em relação ao ano passado, se deve então praticamente ao crescimento inflacionário, principalmente no grupo de alimentação e bebidas.”

Enquanto isso, o economista explicou que, apesar de um cenário econômico favorável em termos de baixa taxa de desemprego e aumento da renda, o consumo elevado de alimentos impulsiona a inflação. Em Rio Branco a inflação acumulada no ano está em 4,4%, mas o grupo de alimentos e bebidas registrou alta média de 6,7%.  

“Embora nós tenhamos um momento bom na economia de desemprego baixo, renda alta, no entanto, temos alguns elementos influenciando o aumento dos preços. E esses aumentos dos preços se refletem exatamente no custo da cesta natalina”, explicou Sabino.

Foto: Jardy Lopes
Redação Juruá24horas 

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