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Cesta natalina dos acreanos será mais cara 45%, aponta levantamento

Por Redação Juruá 24 horas 23/12/2024 07:23 Atualizado em 23/12/2024 07:23
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A cesta de Natal dos acreanos teve um aumento de 45,96% em relação aos mesmos itens avaliados no mesmo período em 2023, quando a cesta havia tido um aumento de 30% em relação a 2022.

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Um novo levantamento em duas das grandes redes de mercado no estado, tendo os itens analisados em ambos os mercados: panetone, espumante, peru, frutas cristalizadas, uvas-passas, nozes, melancia, arroz, farinha, Coca-Cola e queijo.

Na rede Mercale, o valor da cesta foi de R$ 407,97, tendo um aumento de 43,66% se comparado com 2023. Na rede Arasuper, o preço da mesma cesta somou R$ 417,36, tendo uma alta de 59,90% em relação ao último ano

Com base nas informações do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela Agência Brasil, as altas de itens como batata, azeite, arroz e alho, ao longo de 2024, foram as maiores responsáveis pelo encarecimento da cesta de alimentos que integra o jantar natalino.

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O economista Orlando Sabino disse que a população está vivendo um momento da economia muito boa, quanto à taxa de desemprego, ao crescimento da renda e demais situações. Segundo ele, isso faz com que o consumo, principalmente de alimentos, aumente.

Ele explicou que alguns alimentos da cesta natalina que colaboram para o crescimento da inflação em Rio Branco estão acima de 4%. “Apesar de termos uma inflação controlada, o aumento dos juros que o Banco Central tem procedido nos últimos tempos, mas mesmo assim a inflação insiste em crescer. Em Rio Branco, por exemplo, nós temos uma inflação de cerca de 4,4% acumulada no ano e dentro dos grupos onde o IBGE faz a pesquisa, o grupo de alimentação e bebidas, que eu acredito que seja a maior parte dos produtos que compõem a cesta natalina que você está pesquisando, indica que os alimentos e as bebidas cresceram em média 6,7%”.

“Então, o aumento, essa diferença da cesta natalina deste ano em relação ao ano passado, se deve então praticamente ao crescimento inflacionário, principalmente no grupo de alimentação e bebidas. Embora nós tenhamos um momento bom na economia de desemprego baixo, renda alta, no entanto, temos alguns elementos influenciando o aumento dos preços. E esses aumentos dos preços se refletem exatamente no custo da cesta natalina”, declarou Sabino.

Por Ac24horas 

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