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Congresso reclama de “armadilha” e avalia recurso contra decisão de Dino

Por Redação Juruá 24 horas 23/12/2024 13:38 Atualizado em 23/12/2024 13:38
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O Congresso Nacional pretende recorrer da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta segunda-feira (23) a suspensão do pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. O ministro também mandou a Polícia Federal (PF) abrir inquérito para investigar o caso.

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Segundo apurou a CNN, a Advocacia-Geral do Senado foi acionada para se debruçar sobre a decisão ainda durante o recesso. A ideia é apresentar um recurso institucional. O entendimento da cúpula das Casas é de que é preciso uma resposta institucional.

Há uma preocupação, ainda de acordo com fontes, de que o bloqueio das emendas influencie na eleição das presidências da Câmara e do Senado, além da votação do orçamento de 2025.

Dino determinou que o Palácio do Planalto só poderá executar as emendas parlamentares de 2025 após colocar em prática todas as medidas de transparência determinadas pelo STF.

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Entre líderes partidários, especialmente da Câmara, se fala em “armadilha” por conta timing da decisão do Supremo. A reclamação é de que apesar da ação pedindo a suspensão do pagamento ter sido protocolada ainda no início da semana passada, Dino teria esperado a aprovação do pacote de corte de gastos antes de decidir.

Entenda

A determinação de Dino atende a um pedido feito pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) que acionou o Supremo alegando irregularidades na liberação das emendas de comissão.

A ação questionou a decisão tomada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de suspender o funcionamento das comissões da Casa. Com isso, os colegiados temáticos não puderam deliberar sobre o destino das emendas.

Assim, sem as comissões em funcionamento, coube a Lira e 17 líderes partidários definirem o destino de mais de R$ 4 bilhões e emendas, muitas delas direcionadas a Alagoas, estado do presidente da Câmara.

Por CNN Brasil

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