Início / Versão completa
Acre

MPAC processa Estado e Município de Cruzeiro do Sul por descumprimento de normas ambientais e maus-tratos a animais na Cavalgada da Expoacre Juruá 2024

Por Redação Juruá 24 horas 19/12/2024 12:18 Atualizado em 19/12/2024 12:18
Publicidade

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ingressou com uma ação civil pública contra o Estado do Acre e o Município de Cruzeiro do Sul, responsabilizando-os pelo descumprimento de normas ambientais e por maus-tratos a animais durante a Cavalgada da Expoacre Juruá 2024, realizada em 4 de agosto. O MPAC condenou os réus ao pagamento de R$400 mil por danos morais coletivos. 

Publicidade

Antes da Cavalgada, o MPAC emitiu a Recomendação n. 03/2024, que orienta os órgãos competentes sobre as medidas preventivas, que incluem o bem estar do animal e a observância das normas zoossanitárias. A ação do MPAC iniciou após a constatação de irregularidades no evento, com um relatório do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), que revelou que as recomendações não foram seguidas. 

O relatório constata o dano ambiental e violação da legislação de proteção animal. Além disso, a organização e fiscalização do evento apresentou falhas significativas, como a falta de informação sobre o itinerário, comprometendo a segurança pública e dificultando o controle do tráfego e serviços de emergência.

Os cuidados básicos com os animais também foram negligenciados, com a ausência de água, alimentação e áreas de descanso, resultando em situações de abandono e maus-tratos. O relatório ainda destacou que vários animais participaram do evento sem identificação e documentação adequadas, violando normas zoossanitárias e criando riscos sanitários. Instrumentos proibidos, como esporas pontiagudas e chicotes, foram utilizados durante o evento.

Publicidade

Agravando ainda mais a situação, ocorreu a falta de segregação entre cavaleiros e o trânsito regular agravou os riscos de acidentes, em um cenário de tráfego desordenado e consumo excessivo de bebidas alcoólicas durante o percurso, colocando em risco a vida dos animais, dos cavaleiros e das pessoas do trânsito regular. 

Diante das evidências, o MPAC busca a condenação dos réus ao pagamento de R$400 mil por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Especial do Ministério Público do Estado do Acre (Funemp/AC) para projetos de proteção e defesa do meio ambiente.

Redação Juruá24horas 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.