Adolescente Suspeito de Matar o Próprio Irmão se Entrega à Polícia em Xapuri, Acre
Um adolescente de 17 anos, suspeito de assassinar o próprio irmão, José Pereira da Costa Júnior, de 26 anos, se entregou à Polícia Civil do Acre (PCAC) na tarde desta quinta-feira (2). O crime ocorreu no município de Xapuri, após uma discussão envolvendo a defesa da mãe dos irmãos.
De acordo com a polícia, o adolescente estava escondido em uma propriedade rural da família, localizada no ramal do Novo Catete. O motivo do crime seria uma tentativa de José Pereira de proteger a mãe de agressões feitas pelo irmão mais novo, comportamento que, segundo testemunhas, era recorrente.
Na manhã da quinta-feira, após uma nova discussão, o adolescente aguardou a situação se acalmar e, por volta das 7h30, armado com uma escopeta calibre 28, invadiu a casa do irmão e disparou contra ele. O tiro atingiu o peito da vítima, que caiu na porta de sua residência.
José Pereira foi socorrido e transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco, mas não resistiu aos ferimentos. Após cometer o crime, o adolescente fugiu do local.
Durante buscas na residência do adolescente, os policiais encontraram drogas, balança de precisão e material para embalagem, indicando possível envolvimento em atividades ilícitas. A arma utilizada no crime foi encontrada em posse de um adolescente de 15 anos, conhecido do suspeito. Ele foi ouvido pela polícia e liberado, mas será investigado em um processo separado.
Por volta das 15h do mesmo dia, o adolescente entrou em contato com um investigador da Polícia Civil em Xapuri e informou que desejava se entregar. Ele foi localizado e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
O delegado Erick Maciel, responsável pelo caso, destacou que o crime gerou grande comoção em Xapuri.
“A vítima era conhecida como uma pessoa trabalhadora e respeitada na comunidade. Já o adolescente acumulava atos infracionais e frequentemente causava problemas, incluindo agressões à própria mãe, que muitas vezes era defendida pela vítima”, explicou o delegado.
O caso segue em investigação, e a comunidade aguarda por justiça diante de um episódio que abalou a região.