Início / Versão completa
Acre

Região Norte Lidera Ranking de Partos Prematuros no Brasil com Taxa de 12,61% em 2023

Por Redação Juruá 24 horas 04/01/2025 12:28 Atualizado em 04/01/2025 12:28
Publicidade

A Região Norte registrou a maior taxa de partos prematuros do Brasil em 2023, com 12,61% dos nascimentos ocorrendo antes das 37 semanas de gestação. Isso representa aproximadamente 35 mil bebês que nasceram prematuros, segundo dados divulgados pela Agência Brasil neste sábado, 4 de janeiro.

Publicidade

Entre os estados, Roraima lidera com o pior índice da região e do país, apresentando mais de 18% de partos prematuros, seguido pelo Acre e Amapá, com taxas próximas a 14%. O Pará, por sua vez, aparece na oitava posição nacional, com 12,45% de nascimentos prematuros, superando a média brasileira.

Fatores Geográficos e Sociais Agravam o Problema
Aurimery Chermont, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca que os números refletem um problema antigo e multifatorial, ligado a fatores como a precariedade da rede de saúde básica, falta de acesso ao pré-natal, e questões socioeconômicas que impactam diretamente as gestantes da região.

“A educação para a prevenção é o maior desafio. Muitas gestantes, especialmente jovens, não fazem pré-natal por falta de conhecimento, pela dificuldade de chegar aos postos de saúde em áreas remotas ou pela ausência de recursos, como exames e medicamentos, quando conseguem atendimento”, explica a especialista.

Publicidade

A precariedade da infraestrutura também é um agravante. A Região Norte apresenta a menor proporção de domicílios com esgotamento sanitário e abastecimento de água no Brasil. Além disso, cerca de 30% da população da região enfrentou insegurança alimentar em 2023, o que pode influenciar negativamente na saúde das gestantes e no desenvolvimento fetal.

Gravidez na Adolescência: Outro Desafio
Outro dado preocupante é a alta taxa de gestantes adolescentes na região. Em 2023, mais de 55 mil partos ocorreram em jovens com até 19 anos, representando 19% dos nascimentos no Norte. Este índice é significativamente maior que a média nacional, de 12%.

Impacto Social e Necessidade de Ações Efetivas
Os dados destacam a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a educação sexual, a ampliação do acesso ao pré-natal e melhorias na infraestrutura de saúde e saneamento.
“Sem acesso à educação, serviços de saúde adequados e condições básicas de vida, será difícil reduzir esses números alarmantes”, alerta Chermont.

A elevada taxa de prematuridade na Região Norte não apenas desafia os sistemas de saúde, mas também afeta o futuro das crianças, que podem enfrentar maiores riscos de complicações de saúde devido ao nascimento precoce.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.