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Acre

Coqueluche: Acre é um dos únicos estados que não registraram casos em 2024

Por Redação Juruá 24 horas 13/02/2025 09:22 Atualizado em 13/02/2025 09:22
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O Acre, Espírito Santo, Amapá e Piauí são os únicos estados do Brasil que não registraram casos de coqueluche em 2024. A informação é do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgado nesta quarta-feira (12).

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A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, respiratória, de alta transmissibilidade. Uma pessoa doente pode infectar até 17 pessoas suscetíveis. É de notificação compulsória e imediata (até 24 horas) frente à suspeita, devendo ser comunicada à vigilância municipal. Além de uma tosse que parece um “grito”, os sintomas incluem coriza, congestão nasal e espirros.

No ano de 2024, foram confirmados no Brasil 6.857 casos, o que representou um aumento de 3.104% quando comparado com o ano de 2023. Entre os estados com casos confirmados, destacam-se com maior número de casos: Paraná (2.690), São Paulo (1.516), Minas Gerais (774), Rio Grande do Sul (410), Rio de Janeiro (513) e Distrito Federal (256).

Em 2025, até a semana epidemiológica 5, foram confirmados 156 casos: Minas Gerais (40), Paraná (38), Rio Grande do Sul (25), São Paulo (20), Santa Catarina (9), Distrito Federal (7), Bahia (6), Goiás (6), Pernambuco (2), Amazonas (2) e Mato Grosso do Sul (1).

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No período de 2010 a 2024, foram notificados 608 casos suspeitos de coqueluche no Estado do Acre. Desses, 129 (21%) foram confirmados, sendo que 2 casos evoluíram para óbito (2012-2014). Os últimos casos confirmados de coqueluche no Acre ocorreram no ano de 2019, com o registro de 3 casos no município de Rio Branco. Destaca-se o ano de 2014 com o maior número de confirmações, 80 (62%). A partir de 2015, observa-se uma redução importante no número de casos confirmados.

Vacinação

Olhando para o cenário nacional, a Sesacre pede que os pais fiquem atentos ao esquema vacinal dos filhos – medida necessária para continuar controlando a doença.

No Sistema Único de Saúde (SUS), em atenção ao Calendário Nacional de Vacinação, a imunização contra a doença é oferecida para crianças a partir de 2 meses de vida até menores de 7 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias pós-parto) não vacinadas durante o período gestacional e para grupos prioritários: profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da área da saúde.

Sesacre pede que os pais fiquem atentos ao esquema vacinal dos filhos/Foto: Reprodução

“Frente ao cenário epidemiológico atual, é imprescindível que a Rede Assistencial de todo o estado e a Vigilância Epidemiológica municipal estejam alertas para a ocorrência de casos suspeitos de coqueluche. Essa atenção possibilita o desencadeamento de ações oportunas para o controle da doença, a avaliação do esquema vacinal dos contatos, o diagnóstico e tratamento dos suspeitos, a fim de interromper a cadeia”, diz o boletim.

Casos mais graves e mortes

De acordo com o Ministério da Saúde, crianças menores de seis meses são mais propensas a formas graves da doença, que podem evoluir para pneumonia, parada respiratória, convulsões e desidratação.

Em 2024, o Brasil registrou 13 óbitos pela doença, todos em crianças menores de um ano de idade.

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