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Acre

Enchentes no Acre: Serviço Geológico do Brasil alerta para riscos e impactos severos

Por Redação Juruá 24 horas 20/02/2025 13:34 Atualizado em 20/02/2025 13:34
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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, nesta quarta-feira (19), projeções preocupantes sobre as enchentes na Bacia do Amazonas, com destaque para a Bacia do Rio Acre. De acordo com as análises apresentadas durante a Reunião Técnica de Enfrentamento ao Período de Cheia no Estado do Acre, a região está altamente vulnerável a eventos climáticos extremos, o que pode resultar em inundações severas durante o período chuvoso.

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Risco iminente de transbordamento

O Boletim Climático da Amazônia, que cobre os meses de fevereiro, março e abril, indica que o acúmulo de chuvas intensas pode elevar os níveis do Rio Acre acima das cotas de transbordamento, gerando impactos devastadores para a população.

“As previsões de chuvas indicam a probabilidade de alguns eventos que podem causar a elevação dos níveis do Rio Acre. Se ocorrerem chuvas com intensidade em curtos períodos contínuos, essa elevação pode ser acentuada até superar as cotas de transbordamento, causando prejuízos à população”, destacou Guilherme Jordão, engenheiro hidrólogo e pesquisador do SGB.

O Sistema de Alerta Hidrológico, operado pelo SGB, acompanha os níveis do rio em tempo real por meio da plataforma SACE. Desde dezembro, boletins semanais vêm sendo divulgados para monitorar e alertar sobre o comportamento das águas.

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Impactos das enchentes na população

A elevação do nível do Rio Acre afeta diretamente comunidades ribeirinhas, indígenas e moradores das áreas urbanas próximas às margens do rio. O engenheiro Guilherme Jordão ressalta que o isolamento causado pelas cheias compromete o acesso a bens essenciais, como água potável e alimentos, aumentando os riscos de insegurança alimentar e sanitária.

Em anos anteriores, diversos municípios do Acre decretaram estado de calamidade pública devido às enchentes. Na capital Rio Branco, eventos de transbordamento já atingiram milhares de famílias, destruindo moradias e deslocando moradores para abrigos temporários.

Medidas de prevenção e resposta

Diante da ameaça iminente, o SGB reforça a importância da colaboração entre setores públicos e científicos para mitigar os impactos das cheias. Entre as medidas recomendadas estão:

Monitoramento contínuo do nível dos rios e alerta preventivo às comunidades;
Realocação de famílias em áreas de risco antes do agravamento da cheia;
Criação de abrigos temporários para atender desabrigados;
Assistência humanitária para garantir alimentação, água e atendimento médico;
Planejamento urbano para evitar novas ocupações em áreas vulneráveis.

A população deve se manter informada por meio dos canais oficiais da Defesa Civil e do Serviço Geológico do Brasil, além de seguir as orientações para evacuação segura, caso necessário.

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