Enchentes no Acre: Serviço Geológico do Brasil alerta para riscos e impactos severos
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, nesta quarta-feira (19), projeções preocupantes sobre as enchentes na Bacia do Amazonas, com destaque para a Bacia do Rio Acre. De acordo com as análises apresentadas durante a Reunião Técnica de Enfrentamento ao Período de Cheia no Estado do Acre, a região está altamente vulnerável a eventos climáticos extremos, o que pode resultar em inundações severas durante o período chuvoso.
Risco iminente de transbordamento
O Boletim Climático da Amazônia, que cobre os meses de fevereiro, março e abril, indica que o acúmulo de chuvas intensas pode elevar os níveis do Rio Acre acima das cotas de transbordamento, gerando impactos devastadores para a população.
“As previsões de chuvas indicam a probabilidade de alguns eventos que podem causar a elevação dos níveis do Rio Acre. Se ocorrerem chuvas com intensidade em curtos períodos contínuos, essa elevação pode ser acentuada até superar as cotas de transbordamento, causando prejuízos à população”, destacou Guilherme Jordão, engenheiro hidrólogo e pesquisador do SGB.
O Sistema de Alerta Hidrológico, operado pelo SGB, acompanha os níveis do rio em tempo real por meio da plataforma SACE. Desde dezembro, boletins semanais vêm sendo divulgados para monitorar e alertar sobre o comportamento das águas.
Impactos das enchentes na população
A elevação do nível do Rio Acre afeta diretamente comunidades ribeirinhas, indígenas e moradores das áreas urbanas próximas às margens do rio. O engenheiro Guilherme Jordão ressalta que o isolamento causado pelas cheias compromete o acesso a bens essenciais, como água potável e alimentos, aumentando os riscos de insegurança alimentar e sanitária.
Em anos anteriores, diversos municípios do Acre decretaram estado de calamidade pública devido às enchentes. Na capital Rio Branco, eventos de transbordamento já atingiram milhares de famílias, destruindo moradias e deslocando moradores para abrigos temporários.
Medidas de prevenção e resposta
Diante da ameaça iminente, o SGB reforça a importância da colaboração entre setores públicos e científicos para mitigar os impactos das cheias. Entre as medidas recomendadas estão:
✅ Monitoramento contínuo do nível dos rios e alerta preventivo às comunidades;
✅ Realocação de famílias em áreas de risco antes do agravamento da cheia;
✅ Criação de abrigos temporários para atender desabrigados;
✅ Assistência humanitária para garantir alimentação, água e atendimento médico;
✅ Planejamento urbano para evitar novas ocupações em áreas vulneráveis.
A população deve se manter informada por meio dos canais oficiais da Defesa Civil e do Serviço Geológico do Brasil, além de seguir as orientações para evacuação segura, caso necessário.