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Acre

Preço do café de marcas acreanas dispara e ultrapassa até mesmo o valor das nacionais

Por Redação Juruá 24 horas 12/02/2025 08:47 Atualizado em 12/02/2025 08:47
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O tradicional cafézinho do brasileiro está ficando cada vez mais caro, passando por altas recorrentes devido às mudanças climáticas, que tornam as safras insuficientes para alimentar o mercado interno e externo.

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“O mundo está enfrentando um problema climático, e a produção de café não está suprindo a necessidade dos consumidores. Além disso, o Brasil não possui estoque suficiente para atender à exportação e ao mercado interno. Por isso, vendemos esses preços mais altos”, explicou o presidente da Cooperativa de Produtores de Café do Vale do Juruá (Coopercafé), Jonas Lima, ao portal Voz do Japiim.

Em pesquisa realizada pelo ContilNet nesta semana, comparando o preço de diversas marcas de café, o produto do tipo plantado, torrado, moído e embalado por acreanos se posicionam nas duas pontas – sendo tanto o mais barato encontrado, quanto o mais caro, dentro da mesma categoria.

Dentre as marcas acreanas observadas, Rio Acre e Contri anotaram o mesmo preço para o consumidor final, nas embalagens de 250g, sendo vendidos a R$17,99. Já as marcas como Café Bujari anotam preços de R$15,99. O Café Nauás se posiciona com um valor intermediário, registrando preço de R$16,99.

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As marcas locais não conseguem superar os preços de algumas das grandes distribuidoras de café do país, como o Santa Clara, Caboclo, União, Três Corações e Pilão que anotam, respectivamente, os valores de R$14,99; R$13,99; R$14,49; R$15,49;e R$14,68. 

Os cafés comparados são vendidos todos embalados a vácuo no peso de 250g. Algumas das marcas acreanas não foram encontradas em outros formatos de embalagem, gramatura ou com linhas premium nos locais observados pela pesquisa, devido a isso apenas este peso e tipo de café foi considerado no levantamento.

Em uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), acerca de commodities, o café conilon, um dos tipos mais comuns no país, anotou alta de 138,2%. O esperado é que em 2025 a situação não melhore e que o preço de outros itens para além do café também tenham alta, como açúcar e carne.

CONTILNET

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