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Cruzeiro do Sul

“Prometi e estou aqui”: idosa participa descalça da Via Sacra após se curar de infecção

Por Redação Juruá 24 horas 18/04/2025 09:59 Atualizado em 18/04/2025 09:59
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Na manhã desta Sexta-feira Santa (18), centenas de fiéis participaram da tradicional Via Sacra em Cruzeiro do Sul, conduzida pelo bispo Dom Flávio Giovenale. A caminhada, que refaz os passos de Jesus até o calvário, reuniu a comunidade em um momento de profunda espiritualidade, reflexão e conexão com os valores cristãos.

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Dom Flávio destacou a importância da celebração como um ato de fé e memória do sacrifício de Cristo. “A Via Sacra é uma forma de refletir e sofrer um pouco com Jesus, que sofreu por nós. Queremos nos sintonizar com ele, agradecer e, ao mesmo tempo, nos abrir para a salvação”, afirmou o bispo. Ele explicou ainda que o horário da procissão segue o simbolismo bíblico, relembrando os momentos em que Jesus foi julgado, condenado e crucificado.

Além da dimensão espiritual, a Via Sacra deste ano também trouxe à tona a temática da Campanha da Fraternidade, com foco na ecologia e no cuidado com o meio ambiente. “Deus nos deu o mundo para cuidar, não para destruir. A natureza é uma herança e também um empréstimo para as futuras gerações”, pontuou Dom Flávio, chamando atenção para a responsabilidade social e cristã com a criação divina.

Entre os participantes, histórias de fé e superação emocionaram. A senhora Maria Madalena Silva de Souza, conhecida como Boneca, participou da procissão descalça, vestida de branco e com o terço do Rosário nas mãos. “Eu peguei uma infecção na coluna e fiquei quase um ano sem conseguir andar. Fiz uma promessa a Jesus que, se eu ficasse boa, viria à procissão descalça, de branco. Hoje estou aqui, graças a Deus, cumprindo minha promessa”, contou emocionada.

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A celebração também marca o início do Tríduo Pascal, que culmina com a Vigília da Ressurreição na noite de sábado, preparando os fiéis para a Páscoa no domingo. Para Dom Flávio, “a Sexta-feira Santa é a maior demonstração de amor de Jesus pela humanidade, mas a morte não foi o fim: Ele ressuscitou, e essa é a nossa maior esperança”.

Redação Juruá24horas 

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