Início / Versão completa
Acre

MPF vai monitorar ações de proteção a indígenas isolados no Acre após alerta de possíveis contatos

Por Redação Juruá 24 horas 22/05/2025 10:36 Atualizado em 22/05/2025 10:36
Publicidade

Foto: Reprodução

Publicidade

Após receber relatos sobre possíveis aproximações entre indígenas isolados e comunidades da região do Alto Envira, no Acre, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento administrativo nesta quinta-feira (22), para fiscalizar, ao longo de um ano, as ações voltadas à proteção de povos indígenas da área. A iniciativa inclui acompanhamento das comunidades Mashco-Piro, Madijá (também chamados de Madihá/Kulina) e Ashaninka.

A abertura do procedimento, assinada pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, é uma resposta às informações repassadas à 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Segundo os dados, há indícios de avistamentos recentes dos Mashco-Piro — povo que vive em isolamento voluntário — próximos a aldeias ocupadas por outras etnias. As informações foram compartilhadas em uma reunião realizada em setembro de 2024 com representantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no estado do Amazonas.

O encontro apontou risco de conflitos interétnicos, principalmente nas regiões de fronteira e no entorno do Vale do Envira, onde vivem comunidades vulneráveis e com histórico de contato sensível com povos isolados.

Publicidade

De acordo com levantamento técnico da Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) e da Frente de Proteção Etnoambiental Envira (FPE Envira), há três áreas no Acre com presença confirmada dos Mashco-Piro: nas cabeceiras dos rios Iaco, Chandless e Envira. Contudo, até o momento, não foram documentados contatos diretos com os Madijá ou os Ashaninka em 2024 ou em anos anteriores.

Apesar disso, o MPF considera necessário aprofundar a apuração dos relatos e determinar se há risco iminente à integridade das comunidades envolvidas. A depender da confirmação dos dados, poderão ser adotadas medidas emergenciais de proteção territorial e acionados os protocolos específicos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A portaria assinada pelo procurador determina o envio de ofícios ao CIMI Regional Amazônia Ocidental, solicitando que, no prazo de 15 dias, sejam informados nomes, datas e locais ligados aos relatos de contato com indígenas isolados. Outro documento foi encaminhado à Funai, cobrando informações sobre o andamento do processo seletivo para contratação de novos agentes de proteção etnoambiental que devem atuar no posto BAPE Xinane, próximo à fronteira com o Peru.

Por Contilnet 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.