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Cruzeiro do Sul

Polícia diz que jovens encontrados em cova rasa eram homossexuais

Por Redação Juruá 24 horas 29/05/2025 10:14 Atualizado em 29/05/2025 10:14
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O chocante caso dos dois corpos que foram encontrados na tarde desta quarta-feira (29), numa área de mata da cidade de Cruzeiro do Sul, repercutiu nacionalmente.

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A Revista Fórum noticiou o fato com a manchete “Jovens gays são encontrados com corações arrancados”. As vítimas são Rian Barroso e Brito, de 24 anos, e Thiago Silva. “Ambos foram assassinados com extrema violência”, diz a reportagem.

De acordo com a Polícia Civil, os corpos apresentavam sinais de tortura, com os corações arrancados, e foram enterrados em covas rasas.

As investigações apontam que Tiago foi morto entre os dias 22 e 23 de maio, após ser julgado e sentenciado à morte pelo tribunal do crime, acusado de furtar um fio de cobre e um ar-condicionado de um posto de saúde.

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Rian desapareceu na terça-feira (27) e também foi encontrado no mesmo local. Assim como Tiago, foi morto com requintes de crueldade. As vítimas sofreram marteladas, tiveram a garganta cortada, foram decapitadas e tiveram o coração arrancado.

A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, prendeu três suspeitos: dois menores de idade, que serão apresentados ao Ministério Público para medidas socioeducativas, e um maior de idade, autuado em flagrante, que também será colocado à disposição da Justiça.

“Apesar de ambas as vítimas serem homossexuais, a polícia descarta que a motivação tenha sido homofobia. Segundo o delegado, Thiago foi acusado pela facção de ter furtado fios de cobre de um aparelho de ar-condicionado de um posto de saúde. Rian, por sua vez, teria sido acusado, sem provas confirmadas, de abusar sexualmente de uma criança. Esses supostos crimes teriam motivado a execução brutal por parte do grupo criminoso”, acrescenta a reportagem.

“A questão da homossexualidade deles não tem ligação com os crimes. Foram julgados e condenados pela facção por outras supostas ações”, afirmou o delegado em entrevista à Rede Amazônica no Acre.

Por Contilnet 

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